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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

" Dead To Rights- Nanjing: Luz Na Escuridão" OU O Melhor Filme de 2025

Que filmaço esse "Nanjing: Luz Na Escuridão" de Shen Ao, que nos traz de volta ao ano de 1937 e nos mostra a guerra Sino-Nipônica nua e crua.

O massacre durou mais de 40 dias após a captura de Nanquim, a então capital chinesa, pelas tropas japonesas em 13 de dezembro de 1937, deixando mais de 300.000 civis e soldados desarmados chineses mortos e 20.000 mulheres estupradas.


Vamos ao filme:

Os japoneses invadiram Nanjing, todos os chineses que podem estão fugindo, bombas caem, porta- aviões no ar, tiros à queima roupa em terra, um caos.

Eles obrigaram o intérprete Wang Guanghai ( Wang Chuanjun) a ajudá-los a controlar a cidade em troca de passaportes para sua família, que deixariam Nanjing. 

Esse é o maior traidor chinês do filme. Você tem raiva dele o tempo todo. É um filho da puta.
Além disso, e de sua esposa se matar lavando as roupas para os japoneses, ele teve um caso com a atriz de ópera Lin Yuxiu( Gao Ye), que se apresentava para o exército japonês para sobreviver.

O fotógrafo militar japonês Hideo Itō ( Daichi Harashima) é designado para documentar o massacre para fins de propaganda.

Itō encontra o carteiro Ah Chang( Liu Haoran) e pergunta se ele é revelador de fotos. Chang mente para se salvar, levando Itō a um estúdio fotográfico próximo. Itō dá a Chang um dia para revelar seus filmes, com Wang servindo de intérprete.


Chang encontra o dono do estúdio, Jin Chengzong( Wang Xiao), e sua família escondidos lá dentro, que o convencem a ajudá-lo a revelar as fotos para evitar suspeitas. 

Chang conquista a confiança de Itō, e ele obtém outro passaporte. Wang alega que Lin é esposa de Chang para garantir dois passaportes. Itō concorda, e Wang leva Lin para o estúdio para morar com Chang, reforçando a farsa.

Os filmes revelados expõem propaganda encenada de harmonia sino-japonesa, mas evidências de atrocidades são gradualmente descobertas. As imagens das atrocidades são secretamente duplicadas e escondidas, apesar de Itō colecioná-las como lembranças.

E a guerra enquanto isso corre solta com rios de sangue, uma horda de chineses sendo mortos a tiros, saiu na rua é morto, e até os que estão em cooperação com os japoneses não têm mérito nenhum, coisa de um minuto isso passa e eles são mortos.

A cena do bebê recém nascido chorando e o seu choro incomodando ao militar e o outro vai lá e mata a criança é de chocar a qualquer expectador. Uma barbárie.


O interessante de tudo isso é que somente agora ficamos sabendo dessa história, e parece que os japoneses não reconhecem o genocídio. 

A foto final dos chineses no estúdio também é bem representativa e uma cena bem bonita.

Um filme para não esquecer. E com certeza lembrar que isso foi em 1937, mas que passamos por momentos semelhantes agora em nosso tempo com as guerras da Rússia x Ucrânia ; Israel x Palestina e as que nunca param na África como no Congo e no Sudão.

E afinal de contas, mudou alguma coisa essa guerra de 1937 ?   Qual o proveito Japão tirou da China com essas mortes?

O filme é o indicado Chinês para concorrer ao Oscar 2026 como Melhor Filme Estrangeiro.

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