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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

"Web Cam" Ou O Perigo do Desconhecido


Mais um filme bem despretensioso , mas, com um assunto muito pertinente nos dias de hoje, de redes sociais a todo vapor por aí.

"Open Cam" do diretor Robert Gaston , fala da história de Manny (Andreau Thomas), um artista plástico que está em Washington D.C. tentando se impor na carreira , que vive sozinho e tem na web cam e no site do washington duck.com seu divertimento com a câmera aberta sua e de outros caras para o vouyerismo e deleite .


Manny e seus amigos Maurice( Ben Green) um antigo caso, Conrad ( Matt Cannon) e Chris ( Christian Jones) se divertem no site e por vezes arrumam algum encontro  e prazer.

Só que há uma onda de assassinatos na cidade e justamente com os caras que se conectaram com Manny, o que intrigava o agente policial Hamilton ( Amir Darvish) e sua equipe com esses casos.


Hamilton ficou no pé de Manny tanto pelo motivo de resolver o problema como também porque sentia atração pelo garoto, já que estava livre e acabara de separar de sua mulher.

Manny ficou acuado e Hamilton teve que se infiltrar dentro da casa do garoto , fingir que era seu namorado para dar segurança e descobrir o serial killer.

Sem apelas para o vulgar, o filme é bem leve, apesar do tema, que alerta a todos o cuidado que deve -se ter principalmente em encontros com desconhecidos.


Claro que o crime foi desvendado no final e todos voltaram ás suas atividades, menos os que foram assassinados.

Valeu !

"Neve Negra" Ou Como São Bons os Filmes Argentinos !


Toda vez que assisto a um filme Argentino, tenho gosto em comentar algo e poder dividir , pois sempre gosto dos filmes que vejo e acho que têm um algo a mais que os nossos não têm.

Dessa vez, foi "Neve Negra", do diretor Martin Hodara, que traz um Ricardo Darín ( Salvador), num papel bem diferente, introspectivo, com poucas palavras, mas, espetacular como sempre.


O filme conta a história de uma família devastada por um acidente anos atrás nas terras onde moravam , onde um dos filhos do casal acaba por morrer e Salvador leva a culpa.

Depois disso, Sabrina ( Dolores Fonzi) , traumatizada desde então, acaba por ser internada em um hospital psiquiátrico, e Marcos ( Leonardo Sbaraglia) é o irmão que acaba dando um pequeno suporte, mesmo morando na Espanha.


Ele volta à Argentina anos depois, com sua esposa Laura ( Laia Costa) que por sinal está grávida , após a morte do pai , para resolver os problemas relacionados à herança das próprias terras, e da casa em que mora Salvador, isolado após o fato na Patagônia.


O amigo da família Sépia(Federico Luppi) explica tudo a Marcos que reluta em ir a falar com o irmão, já sabendo de seu temperamento e da história do passado.


Mas, sabendo da proposta de 9 milhões de dólares de um grupo canadense para o local, é seduzido até pela esposa para irem lá e tentar resolver o imbróglio.

Chegando lá, muito frio e neve para todos os lados, entram na cabana, o irmão não está , caem no sono e quando chega o irmão esse já vem com o rifle apontado....a recepção não poderia ser mais calorosa.


Nada de conversa e principalmente sobre esse assunto. Salvador não quer falar . E convida os dois a caçarem no dia seguinte. marcos, reluta, pois lembra do acontecido fatídico.


O pai dos irmãos machucou muito Salvador na época e isso o traumatizou para o resto da vida.


Com a coisa sem se resolver, Salvador poe o casal para correr logo dali , mas, eles não conseguem sair com a nevasca, o carro dá problemas, batem e têm que retornar.


Nessa volta, mais um fatídico incidente acontece e depois de tomarem as providências , Laura, acaba pro descobrir todo o passado ao encontrar um caderno desenhado pela irmã, que era uma ótima desenhista , e um bilhete revelador .


Mais uma vez os segredos de família, o passado marcando uma vida toda .


Valeu a pena !

Eu recomendo !

"Nova Dubai" Ou Escatológico , Pervertido , mas Nada Improvável



Estava vendo eu uma lista de filmes de um festival, que aliás, é uma prática minha, e me deparei com esse nome, o que me deu curiosidade e encontrei para assistir.

No começo, pensei até que estivesse errado, que não fosse o filme, mas, sim , era o próprio e fazia parte de um cinema novo , sem amarras, barato, sem pudor nenhum, onde o próprio diretor é o protagonista das cenas, que são de sexo  em sua maioria das vezes.

Portanto, como registro, como conhecimento do que temos , valeu a pena , mas, não é um filme para quem busca uma história com começo, meio e fim , ou algo bonito.

É um filme bem narcisista, de um pouco mais de 50 minutos, meio documentário , meio curta, meio longa, mas, que eu prefiro chamar de ficção, assim , fica difícil de eu fazer um julgamento.


Trata-se do filme " Nova Dubai" do diretor Gustavo Vinagre, que segundo ele, o concebeu após um período de 5 anos vivendo em Cuba e depois ter voltado para o interior de São Paulo.

O título, eu gostei, e na verdade, é o nome que eles dão a um descampado próximo a uma fileira de vários prédios e construções em um bairro na cidade filmada.

E é nesse espaço, nesses prédios e construções que se dá a maioria das cenas e fetiches dos rapazes, entre eles o diretor e seu amigo (Bruno D'Ugo), que fazem sexo oral, oram trepam , ficam na web cam vendo vídeos pornôs , talvez até pela falta que o diretor quando morava em Cuba sentia dessa prática, já que lá tanto a internet quanto o homossexualismo, não se vê com frequência a não ser em lugares escondidos, descampados, construções, em que os praticantes arrumam para não poderem serem vistos por ninguém.


O filme ainda conta com uma parte onde um dos caras (Hugo Guimarães), fala sobre filmes de terror, e suas macabras particularidades.


Na outra intervenção , um outro rapaz, sempre meio deitado fala do insucesso de seu  suicídio .

O filme é totalmente  imoral, com cenas de sexo entre o amigo e o pai do outro amigo, que relatava seus abusos sofridos na infãncia e a migração da família dele para o Brasil, que de certa forma foi um alívio.

Talvez a melhor parte é a cena onde conversam com operários da construção civil e perguntam se queriam morar ali nos prédios que estão construindo , se eles cantam as mulheres que passam por ali e se existe alguma coisa entre eles trabalhadores.

Há até uma cena , fetiche com certeza entre os amigos e o pedreiro .


Quando vão procurar um apartamento para comprar, os dois amigos se deparam com um corretor meio afeminado e estava na cara que alguma coisa iria acontecer ali. Não deu outra. Bingo !

Outra cena bem absurda, é quando um deles fala que a única mulher com que ele sentiu tesão mesmo e teve vontade de transar foi com sua avó, quando os dois estavam sozinhos em casa.

Bem escatológico mesmo, como na cena que o diretor personagem está em cima do viaduto e se masturba até gozar via abaixo.


Um cinema com total desconstrução, sem nexos , sem estar preso à política, religião, ao próprio companheiro, a ninguém.

É isso ...

Nova Dubai .

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"Gerontophilia" OU Nada Usual !


Assisti ao filme do polêmico diretor canadense Bruce LaBruce ," Gerontophilia" , que é considerado uma versão gay de "Ensina-me a Viver (Harold And  Maude).


O filme conta a história de Lake ( Pier Gabriel Lajoie), um jovem de 18 anos que namora Desirée ( Katie Boland), uma jovem que idolatra as mulheres revolucionárias e que gostaria de ser uma delas .


Lake, tem uma mãe Marie ( Marie Helene Thibault), que é enfermeira, e hora está bêbeda, com olho roxo, ora está nos braços de um homem.


Num momento qualquer, Marie o convida para trabalhar em um asilo de velhos, e Lake aceita prontamente, já que tem uma verdadeira vontade de conviver com pessoas mais velhas.


Lá, ele percebe que o que sente é mais que isso. Um fetiche? Vai entendendo que o que lhe atrai mesmo sexualmente é a relação com pessoas idosas.


Fala isso para sua namorada Desirée , dão um tempo na relação , e no asilo, tem uma queda por um de seus pacientes : O Sr Peabody, um negro octagenário, que foi largado pela família, e que tem apenas um filho, que lhe paga o quarto onde passa os últimos dias de sua vida.


Lake trata o velhinho com muito carinho e vai pegando amor por ele, que tem como último sonho e desejo, visitar o mar no pacífico.


Lake acaba por escancarar sua relação com Sr Peabody e todos ficam sabendo , não entendendo esse tipo de relação que para muitos é doentia.

Ele não dá a mínima e chega a se declarar apaixonado pelo velho.


Os dois , com a ajuda da ex namorada, saem do asilo e vão em rota para o pacífico , numa viagem de sonhos, desejo, ciúmes e de uma reta final.

É a primeira vez que assisto a um filme desse tipo, excetuando Harold And Maude ( Ensina-me a Viver) que também tem um relacionamento de um jovem com uma velhinha, mas, os dois são apaixonados por cemitérios, velórios ....

O filme não é apelativo em nenhum momento , apenas retrata o amor do jovem pelo senhor 60 anos mais velho que ele.

Valeu a pena !

Eu recomendo !

"Os Meninos Que Enganavam Nazistas" OU Mais Uma História Triste


Mais um filme que conta a tragédia vivida pelos judeus na segunda guerra mundial, que odiado pela Alemanha Hitlerista, eram dizimados do planeta .


Alguns, porém faziam de tudo para estarem vivos e poderem contar a sua tragédia anos depois, como foi o caso de Joseph Joffo, que em 1973, publicou o seu livro " Un Sac de Billes", e logo em 1975 já foi para o cinema, essa sua história, mas,dessa vez , a direção ficou a cargo de Christian Duguay, que nos mostra com Joseph e seu irmão Maurice escaparam da morte , no filme " Os Meninos Que Enganavam Nazistas".


Joseph ( Dorian le Clech) e Maurice ( Batyste Fleurial) eram os irmãos inseparáveis das brincadeiras com as bolas de gude, da escola, e também da barbearia do pai Roman ( Patrick Bruel), que com os outros 2 filhos maiores, já homens e sua mulher Anna ( Elsa Zylbertein) formavam uma linda família francesa, mas, de judeus, nessa época tão triste da nossa história.


Assim, quando os alemães invadiram a França, a família teve que se reinventar e se dividir para tentar ficarem juntos e vivos, sempre planejando antes o que fariam e onde iriam se encontrar.


Assim, Romam dá o projeto para os dois meninos se virarem pelas ruas e estradas francesas para escaparem dos nazis, sempre negando sua condição de judeu até a morte.


E assim, com muito carisma os dois fizeram muito bem as suas partes, que começou difícil na viagem de trem, mas, com a ajuda de um sacerdote conseguiram escapar.


Eles sempre se baseariam na mentira, diziam Argelinos, e uma vez presos, tiveram até que forjar documentos que  estudaram em uma escola primária em Argel.


A fotografia é muito bonita e as cenas de horror são raras, mas, o suficiente para nos lembrar o horror que foi viver nesse período lá na Europa.


Gostei dos meninos, gostei do filme, mesmo com a sensação de deja-vu, a que todos esses filmes já nos apresentam.


Valeu a pena !


Eu recomendo !

terça-feira, 28 de novembro de 2017

"Como Nossos Pais" Ou Filmaço !!!



Desde quando lançado e também com participações em festivais já tive curiosidade em assistir esse filme, e chegou o dia.

Falo de " Como Nossos Pais" de Laís Bodanzky , que tem como pano de fundo uma família com seus filhos, nora , genro e netos.


Clarice ( Clarisse Abujamra) é a mãe de Rosa ( Maria Ribeiro) e num almoço que fez com muito carinho uma moqueca, acaba por desvendar um puta segredo , guardado por 38 anos, a  idade da filha que chocou a todos e acabou com o almoço.

Rosa, uma dramaturga infeliz, pois trabalha escrevendo sobre pias , e atribulada com as coisas de casa, como cuidar das filhas, da própria casa e do marido , não aguenta a pressão e se distancia da mãe.


Em seguida, perde o emprego por também não estar feliz com o que faz .

E o próximo passo é o seu casamento, que não vai bem , por causa de um marido ambientalista que quase não coloca dinheiro nem ajuda braçal em casa . Vive nos projetos sociais e mão na massa que é bom : Nada !


Esse é dado ( Paulo Vilhena ), e suas filhas Nara ( Sophia Valverde) já com sinais de menina na adolescência , com suas chatices e Juliana ( Annalara Prates ) completam a família.


O pai de Rosa, Homero ( Jorge Mautner), já não vive com sua mãe e cada hora está com uma mulher. Essa última também desistiu dele e o colocou para fora, junto com a filha, uma adolescente , que a priori foram para um quarto de hotel.

Homero também é sonhador e vive esperando alguma empresa comprar as suas ideias.


Rosa , mesmo assim o socorre , o ajuda e leva o barco . Volta a falar com a mãe após o solavanco que levou da mesma e tenta entender toda essa história  e sua própria mãe , com quem nunca  teve bons relacionamentos.

Não é que melhorou a conversa e Rosa passou a entender um pouco mais a mãe, que lhe contou mais um segredo : Está com Câncer de pâncreas e tem poucos meses de vida.


A casa está para ruir, o casamento meio morno, ela não confia em Dado, que dá suas saídas noturnas para reuniões sociais, até que ela mesma acaba por conhecer o pai de uma amiguinha de sua filha em reunião do colégio e os dois se aproximam.


Têm até um caso , apesar de Pedro ( Felipe Rocha)t também ser casado , mas, é o homem que Rosa sonha em ter, aquele que se preocupa com a mulher, a ouve, dá incentivo , faz carinho ... e trai também ...kkk

O filme é perfeito para todas essas discussões , como feminismo, casamento, doenças crônicas , morte , segredos de família , traição , sexualidade , trabalho e por aí vai.


Gostei muito e recomendo a quem goste de uma boa discussão a assisti-lo.

Valeu !