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quinta-feira, 28 de junho de 2018

"Minha Única Terra É Na Lua" OU O Teste de 36 Perguntas para Casais







Assisti ao curta metragem "Minha Única Terra É Na Lua" do diretor Sérgio Silva, que tinha como ponto de partida o teste de 36 perguntas para casais se apaixonarem ou que levam ao amor.


Basicamente, consistia em um jogo onde um fazia as perguntas e o outro as respondia.




Foi assim com Gabriel ( Igor Mo) e Sérgio Silva ( Gilda Nomacce), passando a nós uma verdade bem interessante, como se fora um teste ao vivo, uma entrevista .


O fato de Sérgio Silva ser interpretado por uma mulher pode se interpretar como provocador ? Não sei onde o autor queria atingir, pensando nos dias de hoje, já que o curta é de 2017, arriscaria no tema da discussão de gênero, mas, poderia ser uma outra razão.




O fato é que não mudou em nada o processo, e talvez essa seria a ideia . Não ser diferente !


Antes do jogo de perguntas e respostas, algo sobre Luc Moullet ( Bruno Risas) e alguns piscianos, artistas, personalidades , pois achavam que pessoas desse signo tivessem algo diferente no processo de trabalho.


Você acredita nos signos do zodíaco ?




Eu sou de gêmeos ...


No meio do jogo, há também uma citação de Norma Bengell ( Flora Dias), e suas peculiaridades astrais.




Voltando ao questionário que faz as pessoas se apaixonarem de acordo com a equivalência das respostas, percebo que o alcoolismo fazia parte dos entrevistados. Não sei se isso era para ser chamado a atenção, mas, chamou a minha.


Ouvi uma frase que nunca tinha ouvido antes, principalmente com a conotação médica e os problemas do nascimento, que é  " Eu Nasci Morto" me marcou .






Outra cotação que gostei foi o gosto do personagem por Aimée Mann , que também gosto , principalmente da música " Wise Up", que fez parte da trilha sonora do filme " Magnólia" , o meu preferido, e também da citação de Marina Lima , com a música " Virgem ", apesar de eu gostar mais de " Não Sei Dançar".


Gostei muito do curta,  principalmente por extrair dele tudo isso que contei.



Valeu a pena !


Eu recomendo !


































quarta-feira, 27 de junho de 2018

"Inocentes" Ou Curta de Douglas Soares










Indo na mesma linha do site Porta Curtas, assisti ao curta "Inocentes" de Douglas Soares .




Me chamou a atenção pois fazia alusão à obra homoerótica de Alair Gomes , que eu tinha visto em uma galeria em São Paulo.




Achei que seria interessante fazer essa complementação de ideias do artista e fotógrafo carioca que viveu de 1921 a 1992.


O filme tem toda a sua percepção, em preto e branco, parecendo até suas fotos com movimentos.




Sempre no tema da praia, aparelhos de ginástica, homens de calção ou sunga, com o peitoral à vista, conversando ou balbuciando um com o outro, sugerindo qualquer coisa a mais , o mar ...


O curta tem a narração de Marcos Caruso e a participação dos atores Felipe Herzog, Ed Saldanha, Bruno Kauser, Matheus Martins e Julio Fernandes.




O final é bem surpreendente, artístico, trazendo toda a sensualidade à flor da pele para as telas.


Outro detalhe de muito bom gosto é a canção " Suave é a Noite" de Nelson Gonçalves de 1963.




Valeu a pena !


Eu recomendo !























"A Passagem do Cometa" - Curta de Juliana Rojas









Estava dando uma passada no site do Porta Curtas e vi logo na página principal, um curta da diretora Juliana Rojas, de quem eu havia assistido e conhecido seu trabalho no longa "Trabalhar Cansa".


O curta em questão é " A Passagem do Cometa", dando alusão ao famoso Halley que passaria no ano de 1986 e todos se preparavam com suas lunetas, telescópios para ver essa novidade que aparece a cada 70 anos mais ou menos .


Mas, na verdade o mote era outro : O ABORTO.


Tudo se passa em uma clínica médica, onde a Dra Adelaide ( Gilda Nomacce) é a responsável pelos procedimentos , e Júlia (Mariza Junqueira), sua secretária, com os telefonemas, agendamentos e orientações das mulheres que lá procuram.




É um ambiente frio, meio neutro, silencioso, onde a espera da acompanhante parece ser pior do que o procedimento de quem realmente o faz.


Chega a paciente Thais ( Ivy Souza), com sua acompanhante Manoela ( Nana Yazbeck) logo após, e rapidamente já vai para a sala.


Chegando lá, a Dra Adelaide faz as perguntas rotineiras, história pregressa, pergunta sobre alergias e explica o que irá fazer.


Em poucos minutos a curetagem já tinha sido realizada com sucesso e a paciente já na recuperação .


Nesse tempo, chega uma paciente( Helena Albergaria) de urgência, toda sangrando pelas pernas, em virtude do procedimento realizado . A própria Dra Adelaide a recebe e toma as providências cabíveis.




No final, todas vão para suas casas, em mais um dia de trabalho rotineiro.


Gostei muito do trabalho de Gilda Nomacce como médica, passando exatamente como seria esse profissional nesse tipo de caso.


A cena da paciente chegando com hemorragia também foi importante, mostrando uma das complicações para quem faz o procedimento.


E a história do cometa e o questionamento de como estaria na sua próxima passagem , 70 anos após . Acho que nada mudará . Pelo menos no nosso país.




Valeu a pena!


Eu recomendo !













segunda-feira, 25 de junho de 2018

"Whitney: Can I Be Me " OU Posso Ser Eu Mesma?





Assistindo a Alessandra Maestrini no Faustão, onde ela interpretou e homenageou a Whitney Houston, na hora de falar sobre a vida e os detalhes da cantora, citou o documentário.


Foi aí, que na hora já fui conferir e fiquei chocado com a dura e triste realidade vivido pela cantora.




O documentário, disponível na Netflix, teve a direção de Nick Broonfield e conta a vida cantora desde a infância até a sua morte.


O longa mostra que a mãe de Whitney, Cissy Houston cantava na igreja e comandava o coro, quando ensinara tudo sobre música à sua filha, que foi se destacando e assumindo aos poucos essa função.




O filme mostra também que os irmãos de Whitney, desde cedo, aos 12 anos, já introduzira Whitney no mundo das drogas, e isso era normal na família.


Aos 16 anos, faz sua estreia na televisão e tem na amiga Robyn Crawford uma grande aliada no mundo da música.




As duas eram inseparáveis, e Robyn acabou sendo sua manager por mais de 20 anos. Todos achavam que as duas tinham um caso, mas isso nunca foi confirmado, mesmo porque nem a mãe da cantora e nem a mídia aceitariam essa condição.


Com o estrelato, vieram os prêmios, a fama, o dinheiro e o glamour de celebridade. Nessa, apareceu  Bobby Brown, um cantor que teve seu momento meteórico naquela época e que se interessou pela cantora.




O s dois acabaram ficando juntos, talvez até para afastar um pouco os rumores sobre Whitney, o que deixou Robyn muito irritada.


Robyn não se dava com Bobby nem a pau. Nunca se gostaram . Tiveram brigas homéricas.




Whitney teve uma filha com Bobby, e era linda. Mas, veio numa fase triste da mãe que se enveredou ainda mais nas drogas e no álcool.


Robyn finalmente se desvencilhou da equipe e saiu, sumiu da vida de Whitney, deixando -a ainda mais angustiada.




Por incrível que pareça , depois de um tempo, Bobby se separa da cantora, já que era um mulherengo, e isso também a deixou mais triste ainda, pois fazia tudo com ele, se acostumara com a presença dele, mesmo não sendo muito benéfica, talvez por causa da filha. Já que separação não combinava com os preceitos da igreja.




Com vários depoimentos de amigos, de gente ligada ao show business, de sua equipe de produção, da família, todos foram unanimes em dizer , inclusive Bobby, de que se Robyn tivesse com Whitney até o final , ela não teria morrido.


O final todos já esperavam : A notícia de que ela teria se matado, ou morrido por overdose, enfim...


Foi o que aconteceu ...




Muito triste !


Um anjo, com dom divino foi para o céu...


Mais um...




Valeu a pena!


Eu recomendo !

domingo, 24 de junho de 2018

"A Visita da Velha Senhora" OU Quem Semeia Medos, Colhe Armas ...



Toda vez que se tem uma peça com Denise Fraga, pode ir porque é boa, o texto é bom, a produção e a direção é boa e o elenco é de primeira !

Dito e feito!


"A Visita da Velha Senhora", texto de Friedrich Durenmatt, escrito em 1955, com a direção de Luiz Villaça é a peça a ser assistida dessa vez.

Com a duração de 2 horas e 10 minutos, que passam e você nem olha para o relógio, os atores já te recebem ali no hall de entrada e na plateia, querendo te dizer que aquilo ali é uma peça de teatro e nada mais.

Nos caminhos brestianos, quase sempre enveredados por Denise Fraga, a peça nos remete a Gullen, uma cidadezinha que está acabada, bem empobrecida, que tem no barulho do trem, chegadas e partidas, e em uma dessas, espera-se por Claire Zahannassian.


Claire, ou Clarinha para alguns, foi uma moradora de Gullen, mas, foi meio que enxotada dali, pois ficou grávida do rapaz que amava e o mesmo não quis assumir o bebê.

Nesse grande intervalo de tempo, ela casou-se por mais de 8 vezes, sofreu acidente, tem uma perna metálica, um braço e uma mão também metálica por um outro incidente, mas, está viva e rica, muito rica , a ponto de poder comprar uma cidade inteira.


E é nisso que pensam ansiosamente os moradores de Gullen, com o seu prefeito ( Fábio Herford), ensaiando o seu discurso de boas vindas e colhendo o máximo de informações do passado da senhora rica que pode salvar sua cidade.

Nesse ensaio, está o antigo namorado de Claire, Krank ( Tuca Andrada), sua mulher (Maristela Chelala), o médico da cidade ( David Taiyu), o padre ( Eduardo Estrela) , o professor ( Romis Ferreira) e muitos outros moradores.


O trem chega, e toda a pompa para a velha senhora, num vestido muito chic, toda empiriquitada, brigando com o moço da estação de trem ( Renato Caldas), já vem e deixa sua proposta no ar em poucos minutos: Dará 1 bilhão à cidade se matarem o homem que a deixou grávida na cidade e não a acolheu !


Num primeiro instante, todos ficaram horrorizados com o assunto e a proposta indecente e foram para as suas casas.


Claire se estabeleceu num hotel na cidade enquanto aguardava os acontecimentos, com o seu marido ( O 9º ou o 10º) , o músico que a acompanhava ( Rafael faustino) e também na mesma toada , foram convidados para darem o seu testemunho no caso dela no passado , os agora cegos (Fernando Neves e Fábio Nassar)e o seu mordomo ( Luiz Ramalho), que fora um juiz conceituado na época.


Com muita música, figurinos e personagens se recriando a todo momento, situações em que os moradores de Gullen foram se complicando em dívidas, a peça vai tomando um outro rumo.


Krank corre risco de morte? Quem matará Krank? Haverá uma assembleia para decidir sobre o futuro dele, e o que os participantes irão decidir ? E o público, qual a opinião ?


Dessa forma, questionando onde vamos parar, até onde nos vendemos para poder comprar e quem somos nós, o diretor Durenmatt nos deixa todos essas questões para levarmos embora conosco e fazermos uma reflexão.


Isso é o teatro ...

Essa é uma peça !

Esse é um elenco !


Parabéns a todos, meus cumprimentos pela preparação , pelo aquecimento que fazem anterior á peça, o amor que têm ao teatro e a gentileza com que recebem os fãs e admiradores após 2 horas e 10 minutos de labuta.


Parabéns !

Valeu a pena!


Eu recomendo !


PS: Adorei esses compartimentos que fizeram parte do cenário, que se movem, viram multi lugares e situações .Não sei como se chama. Gostaria de saber!


No final, agrande mulher e atriz Denise Fraga me recebeu com muito carinho e paciência. Obrigado por esse momento !

quinta-feira, 21 de junho de 2018

"Um Homem Só" OU Uma Cópia de Você Mesmo






Assisti ao filme " Um Homem Só" da diretora Claudia Jouvin, que tinha como tema a cópia de você mesmo...


O filme começa com Arnaldo ( Vladimir Brichta) com problemas no casamento com Aline ( Ingrid Guimarães), que insiste em engravidar, mas, não tem um bom momento com Arnaldo.




Arnaldo, que tem em seu trabalho Mascarenhas ( Otavio Muller) , o seu melhor amigo e confidente, ultimamente tem tido alguns problemas com colegas de trabalho, como por exemplo com Sonia ( Leticia Isnard) e Ruth ( Debora Lamm), sendo sincero na lata com as mulheres.


Arnaldo vive sempre meio cabisbaixo, depressivo, mas, se tem uma coisa que lhe tirava do sério era o alarme do carro velho de Cássio ( Milhem Cortaz), o vizinho chato, que Arnaldo não aguentava mais.




Um dia, chegaram a bater boca e até saíram no tapa, o que custou a vida de seu cãozinho, que foi atropelado e morto.




O cão tinha sido uma saída de Arnaldo para substituir o desejo do filho que Aline queria. Mas, não adiantou.




De repente, Aline vem com uma história de gravidez. Será que é de Arnaldo ?


Ele ouve no escritório uma história de um colega que diz ter ido à uma clínica ser copiado e ficou intrigado.




Não é que foi atrás e foi submetido ao experimento. Saiu no meio, arrependeu-se, mas, não sei se deu certo, pois chegando em casa, já havia um outro Arnaldo , todo doce falando com Aline.




Foi aí que retornou ao cemitério de animais, onde conheceu Josie ( Mariana Ximenes) e sua tia Leila ( Eliane Giardini) e acabou nutrindo alguma coisa pela loira.


Eles tiveram um breve romance, mas, em meio a esse tumulto de cópia, Arnaldo vivia entre uma história e outra e nem mais sabia quem era o verdadeiro ou a cópia.




Cópia ou não esse foi Um Homem Só !