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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

"A Festa de Despedida" OU Eutanásia Neles !



Recebi essa indicação e fui logo providenciar. Assisti à "A Festa de Despedida", dos diretores Tal Granit e Sharon Maymon, um filme israelense sobre os velhinhos, em um centro de idosos, que confeccionam uma máquina de auto eutanásia para melhorar a vida de alguns .

O filme é muito auspicioso, com cenas hilárias, boas sacadas, apesar do tema ser a morte, a doença terminal, o mal de Alzhimer, a demência, o câncer .



Os velhinhos em seus pares ficam nesse centro para idosos, fazem as refeições lá, se encontram, e têm os problemas comuns do dia a dia.

O marido de Yana ( Alisa Rozen), Max ( Shmuel Wolf), está sofrendo demais, e nem a morfina faz efeito, e ele pede pelo amor de Deus para que lhe tirem a vida.



Como há um veterinário lá , o Dr Daniel ( Ilan Dar) e um policial,  Rafi ( Raffi Tavor), além de Yehezkel ( Zéeu Revach), que constrói engenhocas como passatempo, eles criam uma máquina de auto eutanásia.

Levana( Levana Finkelstein), a esposa de Yehezkel, também está com alzhimer, e não aceita essas coisas de eutanásia, acha que eles estão cometendo um assassinato.



O processo começa com Max, depois há um burburinho e outros ficam sabendo, e rodeiam os idosos afim de também conseguir o processo, a máquina para ajudar o ente querido.

O longa há algumas surpresas, como o relacionamento extra conjugal de Daniel e Rafi, que mesmo com suas famílias no centro de idosos, se encontrar e se amam, como adolescentes.


A melhor cena do filme é quando os amigos esperam o casal Yehezkel e Levana pelados e bebendo vinho, por causa de um dia Levana ter descido ao café da manhã sem roupas, pelo esquecimento.

Com vários temas contraditórios e polêmicos, o filme me ganhou. Adorei , e recomendo a todos para refletirem sobre os assuntos.

"... Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado..." J.R.R Tolkien.

Valeu a pena !



Eu recomendo !



PS : Destaque para o policial (Kubi Maimon), que por duas vezes tentou multar os velhinhos por infrações de trânsito mas não conseguiu, Zela ( Ruth Geller), outra velhinha no final a vida, com um câncer, que insistia em conversar com Deus por telefone para ver se havia uma vaga para ela no céu.

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