Estou para assistir esse filme português " O Riso e a Faca " de Pedro Pinho há muito tempo.
O problema é que ele tem mais de três horas de duração e então você tem que estar bem disposto para vê-lo por inteiro.
Todo mundo só fala bem dele e o coloca em suas listas como um dos melhores de 2025. Eu também faria a mesma coisa. O filme é sensacional. Nos mostra o que pouca gente mostrou: A África.
O título do filme vem da música de Tom Zé de mesmo nome, que os amigos escutam quando estão voltando de carro de um lugar no final do filme.
O filme inicia com o Sérgio (Sérgio Coragem), que com o seu carro, sai de Portugal e viaja para Guiné- Bissau, na África, para avaliar o impacto ambiental do projeto de uma estrada.Depois de uns perrengues no caminho, problemas com o carro, ele chega ao país e ao local onde se alojará.
Tudo muito simples e muito barulhento, Sérgio não consegue nem dormir na primeira noite no país. novo.
Quando sai às ruas para conhecer a redondeza, comprar algumas coisas, já dá de cara com algumas pessoas correndo atrás de uma mulher com sacolas e bolsas, que acaba deixando com ele, e tempo depois, dentro de um táxi, o encontra para recuperá -las.
É Diára (Cleo Diára), uma faz tudo por alí, que além de ter um bar, faz também uns trambiques e deve para um monte de gente, além de naquele momento estar furtando alguém.
Na hospedaria que ele está, ao lado, ele conhece Guilherme (Jonathan Guilherme), que está vestido de mulher, e então é tratado como uma transexual e é brasileira.
Sérgio troca um papo com Sérgio, mas como o assunto foi branquitude x racismo, a conversa não foi para um caminho tão simples assim.
E no dia seguinte, Sérgio é apresentado à sua equipe de trabalho, e ouve sobre o projeto da estrada, mas já percebe que não será tão fácil assim concluir, já que não é toda a população que interessa a construção da mesma.
O engenheiro antecessor dele, foi dado como desaparecido e é por isso que ele está ali, imaginem.
Sérgio é muito calmo, tenta se entrosar com as pessoas, escutar todo mundo , participar do dia a dia da comunidade e também colocar o desejo para fora.
Sérgio adora um sexo, um toque e não tem pudor algum em fazer mesmo com os homens do local.
Ele se arranja com a turma de Diára e toda festa que eles vão, o Sérgio vai também e participa dos rolês.
No trabalho, Sérgio acaba tendo um problema sério com por incrível que pareça um outro português, que quase sai no tapa com ele.
E assim, percebe-se que a estrada vai ficando para trás, e Sérgio conhecendo as pessoas, os lugares, pegando informações com ribeirinhas, aprendendo sobre as várias tribos e religiões existentes na Guiné- Bissau, e os diferente dialetos falados por cada uma delas.
A riqueza desses detalhes passada para nós não tem preço, assim como mostrar que mesmo entre eles existe o preconceito e existem os ricos, aqueles que têm dinheiro e querem sempre mais, matando se possível para continuarem no topo da cadeia.
Gostaria de ver mais filmes sobre a África.
Esse está recomendado!






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