Muito difícil cair uma lágrima em meu rosto, mas esse filme realmente me pegou e dos três que assisti por último vou postar ele primeiramente.
Falo de " Free At Heart " de Max Hegewald, que com muita sensibilidade, trata de um assunto muito pesado e conflitante na nossa sociedade.
Sebastian (Linus Moog), tem 16 anos, estuda, namora com uma colega de classe, sai com os amigos para tomar cerveja e se divertir e mora com o pai, a mãe e a irmã caçula. Ele tem uma vida normal.Tudo muda, quando o pai recebe um telefonema, de que uma mulher com quem se relacionou no passado faleceu e o filho com quem teve com ela precisa então ficar com a guarda dele e está vindo para morar na sua casa.
OK! Ele conta isso para a esposa e para o filho que não aceitam muito bem essa história, repelem a ideia, mas aos poucos vão aceitando Kolja (Aurel Klug), que na verdade, não é somente meio irmão de Sebastian e sim, meio irmão biológico.
O que irá acontecer ?
Os dois meninos se apaixonam, e por mais que Sebastian no início tenta repelir ele não consegue, porque vem de dentro, é intenso, é amor latejando dentro do corpo.
E agora o que fazer ?
Eles não querem nem saber o que isso significa. Eles querem é sentir isso um com o outro.
E a sociedade? E a namorada de Sebastian? E seus amigos? E sua mãe ?
Todos se voltam contra eles e aí é que o filme vira uma loucura de ódio e perseguição contra a família toda em um ambiente que não tem volta.
O diretor consegue dar um final aceitável para todo mundo, mas quem não errou nessa história que atire a primeira pedra.
Aí está a beleza do cinema, do dedo do diretor em fazer com que você saia do filme e ainda pense nele depois discuta com seus amigos sobre o tema, e fique conversando consigo próprio.
Ainda fico com o filme na cabeça pensando: Como o Sebastian, que foi iniciado ou invocado por esa história depois, ficou mais mexido com isso tudo. Parece que um sempre sofre mais que o outro ou é somente uma impressão?






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