E já que todo mundo está falando do filme "La Gradiva", de Marine Atlan, vamos ao próprio:
O filme começa com uma turma de alunos franceses que saem da França de trem para um passeio turístico e histórico em Pompéia, para visitar o sítio arqueológico e com base em Nápoles.
A professora de latim Mercier (Antonia Buresi) é a responsável pelo grupo, que também tem outra professora no ônibus para ajudar.
La Gradiva significa “aquela que avança” ou “aquela que caminha” em latim. O termo é a forma feminina de Gradivus, um título dado ao deus romano Marte.
Refere-se também a uma escultura em baixo-relevo da antiguidade romana que retrata uma jovem andando com leveza.
Segundo outros, Gradiva, pode nos remeter a um arqueólogo que se apaixona obsessivamente pela imagem da figura esculpida.
E no campo da psicanálise, Sigmund Freud, vê nessa equação toda, a história para estudar o inconsciente, os sonhos e as fantasias humanas.
Entre os alunos, estão Toni (Colas Quignard), que é gay e é apaixonado por James (Mitia Capellier-Audat), que tem uma libido fortíssima, e logo na viagem de trem da vinda, se relaciona com Angela (Hadya Fofana).
Suzanne (Suzanne Gerin), é outra aluna do grupo, mas ela se considera feia, tem uma baixa auto estima e está sempre triste em seu canto.
Chegando na Itália, Toni usa o grindr para encontros na cidade, já fazendo o serviço na primeira noite, enquanto nos outros dias, tenta localizar a árvore genealógica da família, que começou na Itália de uma forma trágica.
Nos passeios por Pompéia ouvi a melhor explicação sobre terremotos, vulcões e afins de uma professora até hoje. Assistam!
A professora deles é muito boa. Está ali para provocá-los, para fazê-los pensar, para formar opinião e serem alguém em um futuro próximo.
É claro que sempre na turma tem um ou outro que não dá mesmo, é fora da caixa, sempre atrapalha, não quer nada com nada, e infelizmente esse era o caso de Toni.
Em uma rodinha outro dia, um outro aluno expunha suas ideias, e seus colegas o chamavam de burguês, de filhinho de papai, que não era tão simples assim como ele colocava as situações.
Tinha também o problema do racismo, com colegas pretos que sentiam na pele a dor de ser preto.
Mas quem chamava mesmo a atenção era Toni. Uma cena bem marcante foi aquela em ele por um pouco mais de cinquenta euros tomou uma mistura de líquidos, cinzas de cigarro, restos de comidas, moedas, papel e outras sujeiras mais para ganhar a aposta.
Toni tentava obter sucesso com o seu amigo James, mas esse sempre o brecava. Deixava- o no vácuo.
Toni o acusava de que ele fazia um amor sujo.
E chegava a hora de todos voltarem para a França, para suas casas e quem sabe analisando um pouco do que aprenderam com o que viram nas ruínas de Pompéia, em um novo País, como na Itália, como é viver em Nápoles e como é viver em grupo, dormir em grupo, viajar em grupo.
E o amor?
O amor é tão longe ...





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