Iugoslávia, 1957, terminada a segunda guerra, o filme já começa bem forte com uma cena de sexo entre o casal de amigos gays Lovro (Dado Ćosić) e Nenad (Đorđe Galić).
Agora o país está sob o regime do comunista Tito e Lovro e Nomad fazem cinema. Acontece que eles querem fazer do jeito deles, com algumas pitadas que chamem a atenção, e o Estado não concorda, e contrata um agente da propaganda comunista, que é o Emir (Emir Hadžihafizbegović), para censurá-los e mais para boicotar o trabalho deles.
Ainda no time de Lovro e Nonad, estão também os homossexuais Stevan (Slaven Došlo) e Ivan (Elmir Krivalić), também heróis de guerra por terem feito parte da resistência do país contra os Nazis.
O filme se desenrola, mostra a vida de trabalho de Lovro no estúdio, em casa com os pais e o amante, um camarada que o Estado botou para morar na casa deles, porque comunismo é assim que funciona, e também a vida de Emir, que tem uma mulher doente com problemas da guerra, e uma outra que mora lá com seu filho pequeno colocada lá também pelo Estado.
Mostrado o dia a dia dos personagens, começam as sabotagens e as perseguições contra os meninos, seguido de tortura.
O que se vê ali é algo deprimente, indigno de que qualquer pessoa possa ter passado uma vez na vida.
Após um tempo, o Estado finaliza sua suspeita sobre a fornicação dos rapazes e os mandam para uma ilha longe do continente, onde farão trabalho escravo e morrerão à míngua.
Água? Não! Bosta na água !
E assim, eles vão sobrevivendo nesse local.
" É de dar náusea por esses pequenos poderosos que ferem e traem e mentem em nome da manutenção de seu ego imensamente medíocre."
O filme é todo em preto e branco, assim como a vida, nua e crua. O cinema é colorido.
A diretora foi cirúrgica mesmo penso eu, em nos apresentar uma verdade tão dura e verdadeira.
" Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado proibir, é proibido - verbotten, não é assim, em German? Não é possível adiar a vida."
Uma obra prima !







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