Assisti ao filme alemão " 23.000 Vidas " de Markus Goller, que está na pré lista de indicados a Melhor Filme Estrangeiro por esse país ao Oscar de 2027 e que está disponível na Netflix.
O filme começa com um grupo de adultos jovens alemães que ao verem que muitos botes infláveis acabam por virarem no mediterrâneo e os refugiados acabam por morrerem, têm a ideia de tentar ajudá-los.
Como fazer isso?
Comprar um barco usado grande, botes, coletes salva vidas, mantimentos, e outras coisas mais e partirem para o mediterrâneo com uma equipe completa para ao avistarem esses botes, transferirem eles para o seu barco e depois avisar a guarda costeira do país em que estão para fazerem o resgate em situação de calmaria.
Bem, mas até comprar esse barco já é uma história. Lucas ( Louis Hofmann) é o cabeça do grupo e o idealizador do projeto. Ele que inicia os contatos, vai atrás do barco, e arruma uma primeira equipe para essa etapa.
Ele, a sua namorada Kitty, sua colega de quarto Nina e o fotógrafo Mauro, fundam a organização "Jugend Rettet" criam então a ONG Jugend Rettet (Juventude ao Resgate), de Berlim, que atuou ativamente entre 2016 e 2017 para resgatar refugiados que fugiam majoritariamente da Líbia pelo Mar Mediterrâneo.
Juntos, lançam uma campanha de financiamento coletivo e passam um bom tempo procurando um barco adequado, enfrentando todo o tipo de perrengue nesse tempo, até que um casal alemão decide comprar o barco para a ONG.
Assim que o barco e o financiamento são finalmente garantidos, o projeto ganha impulso. E eles já podem sair para o mar, não antes dezenas de vluntários ajudarem a colocar o barco em ordem no quesito de elétrica, hidrodinâmica, infra-estrutura, pintura, e tudo mais , deixando -o perfeito para as missões da ONG.
É em Emden que o barco recebe seu nome: Iuventa , que em latim significa juventude.
Em um ano, a tripulação resgatou mais de 23.000 pessoas de barcos de borracha e madeira superlotados e em péssimas condições de navegabilidade, garantindo sua chegada segura à Europa. Foram resgates emocionantes, até de bebês de 6 meses. Teve óbitos que não conseguiram reverter, teve cidadãos que já tiveram sucesso e hoje têm emprego e cidadania na Europa, enfim ...Depois, durante vários anos de tribunal na Sicília, os réus, comparecem como testemunhas de defesa.





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