E vamos para uma pérola indiana, com muita sensibilidade e tradição, em um mundo que parece que não andou nada do que era desde sua independência.
Falo de " Frutos do Cacto " de Rohan Parashuram Kanawade , que conta a história de Anand (Bhushaan Manoj), 30 anos, que mora em Mumbai, trabalha o dia todo, e retorna para sua vila para o enterro de seu pai.
Eles têm uma tradição de um luto de 10 dias, com comemorações, homenagens, incineração, oferendas, e várias recomendações e ritos para quem participa desse luto, como foi o caso de Anand.
Por ele, voltaria para Mumbai em 2 dias para o seu trabalho, mas teve que ficar em respeito à sua mãe.
Anand é gay e a vila não perdoa, perguntando a todo momento se ele não vai se casar, se querem que arrume uma mulher para ele nesses dias antes do retorno à Mumbai e por aí vai.
Ele reencontra seu amigo de infância e adolescência, Balya (Suraaj Suman), que mexe na fazenda, tira leite e sobrevive com isso, pastoreia com suas cabras e ajuda na terra.
Balya também é gay e também está pressionado em ter uma mulher para se casar.
O encontro dos dois mesmo em um momento triste é o único alento de Anand, e uma saída para Balya para largar aquela vida desgraçada que leva na vila, se escondendo e fugindo a todo momento para não se relacionar com uma mulher.
Os momentos dos dois juntos são belíssimos, e geralmente no campo, junto às cabras.
E o rito dos 10 dias continua, até que chega ao último dia e Balya toma uma decisão.
O filme é muito gigante, puro, e cheio de ensinamentos de um povo que ainda tem as suas crenças e tradições.
Você termina o filme com a sensação boa, de leveza e de que falta esse sentimento aqui bem pertinho da gente.
Recomendo !


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