E já fui correndo assistir na Netflix " O Último Azul " de Gabriel Mascaro, filme que eu aguardava com ansiedade.
No filme, Tereza( Denise Weinberg), 77, mora sozinha, tem uma filha, trabalha em um frigorífico, é chamada na sala do patrão que a dispensa por sua idade avançada e por ordem do governo, que tem uma lei onde todos os idosos com determinada idade são recolhidos e vão para um lugar viverem às custas do Estado, largando tudo e todos na cidade ou onde vivem.
Muitos desses idosos até querem chegar a essa idade e irem para essa colônia. Tereza, não.
Ela é ativa, gosta de ser livre, comprar suas coisas, conversar, dançar, sair, ter amigas e não se vê presa em um local com velhos.
E tem mais uma coisa: Ela tem um sonho ainda não realizado: Andar de avião !
Guardou dinheiro a vida inteira para realizar esse sonho e agora quer fazê-lo antes de entrar para esse negócio.
Só que tudo na cidade eles pedem a carteira de identidade e ligam para o filho responsável para dizerem se aprovam ou não o que o idoso quer fazer. Compras, passeios, viagens, etc.
O idoso fica à mercê de seus filhos. Não tem mais pernas próprias. Não pode ir e vir.
Mas Tereza vai dar seu jeito e já que na sua pequena cidade não dá para comprar a passagem de avião, ela vai para uma cidadezinha próxima e vai voar de ultraleve, sugestão de um agente de viagem.
Foi o maior trampo também. Só conseguiu um barco pagando muito bem e na surdina.
E lá vai Tereza com Cadu ( Rodrigo Santoro), o barqueiro. A viagem é longa. Eles conversam sobre a vida. O barco tem que parar por causa de perigo no rio. É, o rio se fecha também.
Tem a história do líquido azul que sai do caramujo e Cadu o coloca no olho como se fora um alucinógeno e fica doidão.
Tereza só observa tudo isso, mas chega na cidadezinha.
Vai direto à barraca do ultraleve, e fica sabendo que está sem sair pois o motor está quebrado, faltando peças para ser consertado.
Ela paga as peças e o negócio não sai.
Tereza faz uma amiga, uma senhora, Roberta ( Miriam Socarras), dona de um barco que circula livremente pelos rios e não tem essa de ter que ir para a colônia.
Elas vivem uma linda jornada pelas águas calmas do rio e Tereza segue sua vida.
O que pensamos de tudo isso ?
Do programa fantasioso do governo? De uma analogia do cuidado ao idoso ? De eles estarem reféns aos filhos no final da vida? De que alguns mesmo tendo auto suficiência em terem suas vidas são obrigado a se submeterem a viverem onde não querem?
As cenas do barco com Cadu e Tereza são maravilhosas.
Destaque para a música Rosa dos Ventos interpretada por Maria Bethânia.
Gostei. Na Netflix.

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