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domingo, 16 de março de 2025

" Misericórdia " OU Ora Hóstia, Ora Biscoito

 




E assisti ao filme " Misericórdia ",  do diretor  francês Alain Guiraudie, que fez o aclamado" O Estranho No Lago ".

O longa traz de volta á cidade onde trabalhou como assistente do padeiro na juventude,  Jérémie (Félix Kysyl), que hoje mora em Toulouse.

É que o tal padeiro, e seu primeiro patrão,  faleceu e ele foi prestar suas condolências á sua mulher, Martine (Catherine Frot), que fica contente com a presença do rapaz.

Fica meio implícito os desejos e o que aconteceu entre Jérémie e o marido de Martine no passado.

Bem, passado o enterro, o rapaz fica hospedado na casa de Martine, que não o deixa retornar á Toulouse no mesmo dia.

E isso causa uma certa inquietação no filho de Martine, Vincent (Jean-Baptiste Durand), que é casado e tem um filho pequeno, que talvez saiba de alguma coisa que possa ter acontecido quando Jérémie morava na cidade.

Vincent ora parecia que queria pegar Jérémie e beijá-lo loucamente, e hora queria matá-lo pois desconfiava que queria estar ali para dormir com a mãe dele.

Outro ponto de interrogação é que Walter ( David Ayala), que mora sozinho parece que também no passado flertava ou tinha alguma coisa com Jérémie, e que agora no seu retorno traz esse assunto à tona novamente.

E tem mais um complemento deixado pelo diretor francês: O abade Griseul (Jacques Develay) também começa ir todos os dias na casa da viúva tomar um café e jogar conversa fiada por causa da chegada do jovem rapaz.

Até trocar de lado no confessionário ele trocou, colocando o rapaz em seu lugar e ele no papel de confessor. 

A partir de todos os personagens em campo conforme descrevi, ciúmes daqui, desejos dali, algo muito impactante, a hora perigosa do filme,  acontece na pequena vila.

E mesmo com esse fato importante, os personagens ainda se espremem, se ajeitam, para confortar o seu eu e não aos fatos propriamente dito.

Assim, o desejo impera, e o profano abre e escancara as portas do sagrado, que não tem vergonha alguma de se mostrar.

E assim, todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.

Muito bom e uma boa reflexão.

Recomendo ! 

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