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quinta-feira, 5 de maio de 2022

" Eduardo & Monica " OU Esse Sentimento Que Cria As Borboletas Dentro do Teu Estômago

 



Outro filme bem esperado e bem avaliado pelos críticos é " Eduardo & Monica " , dirigido por René Sampaio e que conta a história do casal que ouvimos milhões de vezes na música de mesmo nome do Legião Urbana.

Transformada em filme, a extensa letra passa por cada detalhe dessa linda e difícil história de amor, já que os dois são muito diferentes, estavam em caminhos e tempos diferentes, mas, mesmo assim, seguiram os passos do amor.

Eduardo ( Gabriel Leone), que ator fantástico esse cara. Não tem um filme, minissérie, novela que ele não dá a sua marca e tem uma atuação brilhante. O cara é bom demais mesmo.

Voltando ao longa, Eduardo em  um dia atípico, vai junto com seu amigo Inácio ( Victor Lamoglia), em uma festa estranha e com gente esquisita.

Lá, ele meio deslocado, vai tomar um ar e ir embora, mas, como perde o ônibus, vê uma garota sentada na sarjeta, meio desolada com a vida e começa a puxar papo.

Depois de algumas tentativas, ela responde, fala que se chama Monica ( Alice Braga ) e depois de um tempo convida o rapaz de 16 anos para uma carona.

Eduardo fica louco pela moça, mais velha que ele, e um certo dia , os dois têm um novo encontro em um parque da cidade, já que naquele dia, Eduardo deixou seu telefone para Monica.

O que era improvável para uma mulher que já está quase terminando o seu curso de medicina parece acontecer: Ela também fica apaixonada por um garoto que é uma graça, uma simpatia, simples de tudo e que deseja fazê-la feliz.

Os dois passam dias memoráveis com muita cumplicidade, mas, com diferenças que vão surgindo com o tempo.

Ao conhecer o avô de Eduardo, seu Bira ( Otavio Augusto), a maionese azeda de vez entre os dois, e a viagem para a Chapada não foi legal. O Seu Bira é um militar aposentado e acha que nosso país deveria ser como em sua época.

Monica que perdeu o pai quando conheceu Eduardo, um grande artista plástico, e que é aluna da mãe Lara ( Juliana Carneiro da Cunha) no curso de medicina, tem sua vida própria e sua personalidade bem diferente da própria mãe e da irmã Karina ( Bruna Spínola) .

Eduardo se prepara para prestar o vestibular para Engenharia, mas tem que lidar com os caprichos de Monica que quer ir para o Rio de Janeiro.

A vida dá uma volta, passa-se um tempo e os astros conspiram para que Eduardo e Monica claro, fiquem juntos.

Ainda no elenco, o excelente Digão Ribeiro e Fabrício Boliveira, com uma aparição meteórica.

A trilha sonora é de matar quem é apaixonado pelos anos 80 como eu : Titãs, Bonnie Tyler, Legião Urbana, Tim Maia, A-Ha, B-52's, Soft Cell, The Clash, Caetano Veloso e outros.

O final do filme com a exposição " E Quem Irá Dizer " da Monica é simplesmente de te deixar de queixo caído.

Olha, é um filme de se aplaudir mesmo .

Parabéns ao diretor e a Alice Braga e Gabriel Leone.

" Deux" OU Amar, Verbo Intransitivo.


 Que filmaço eu tinha nas mãos por muito tempo e não havia ainda assistido. Que bom que assisti na companhia de minha mãe.

Falo de " Deux " ou na tradução brasileira " Nós Duas " filme francês de 2019 dirigido por Filippo Meneghetti.

No filme, Nina ( Barbara Sukowa ) e Madeleine ( Martine Chevallier) vivem um romance secreto por anos. No entanto, um evento inesperado vira de ponta cabeça esse relacionamento, levando a filha de Madeleine, Anne ( Léa Drucker ) a descobrir, aos poucos, a verdade sobre elas.

Foi escolhido como o representante francês ao Oscar de Melhor Filme Internacional, mas não foi selecionado.

O filme se inicia com uma linda e curiosa cena, onde duas crianças brincam em um lugar cheio de árvores, e na brincadeira do esconde esconde, uma acaba desaparecendo.

Depois, corta para a já fase de senhoras mulheres de Nina, uma guia de turismo, que conheceu Madá em Roma e a partir dali as duas nunca mais se desgrudaram.

Vivem de frente uma para outra no mesmo prédio, mas na prática, compartilham sempre a casa de Madá.

Nina somente sai dali quando tem alguma visita ou os filhos de Madá : Anne e Frederic  ( Jerome Varanfrain), além do neto Theo ( Augustin Reynes), fazem uma visita. 

As duas estão decididas a se mudar da França e irem morar juntas na Itália, e o dia para Madá contar isso é o dia de seu aniversário, com a casa cheia com os filhos, uma boa oportunidade.

Madá já colocou anúncio de venda do apartamento e um corretor já fez a oferta. 

Mas, as coisas não saem como o esperado e combinado e Madá tem um AVC em sua casa, bem depois de um desentendimento com Nina por causa do assunto da mudança.

Aí a vida da Nina vira um transtorno. Os filhos colocam a cuidadora Muriel ( Muriel Benazeraf) no apartamento da mãe e como é que Nina vai ficar com a amada ?

Nina se desdobra, faz um circo para que esteja sempre por perto de Madá. Muriel desconfia dessa atitude da vizinha e as duas acabam por fazer um acordo.

Madá tem uma piora segundo os filhos e vai agora para um asilo, já que Anne descobre toda a história da mãe.

Nina não consegue viver sem Madá e fará de tudo para tê-la de volta em seus braços.

Um romance belíssimo, com muita emoção, amor incondicional, um aprendizado para todos nós, uma aula sobre o envelhecimento, o preconceito, a falta do entendimento entre pais e filhos e muito mais.

Um filme carregado na sensibilidade e na belíssima música de Betty Curtis " Sul Mio Carro ".

Valeu a pena ! Recomendo !

" Dente Canino " OU Uma Dissipação Doidivanas de Yorgos Lanthimos

 

Apaixonante o cinema de Yorgos Lanthimos. Assisti aos outros filmes, que também são polêmicos, mas achei " Dente Canino" uma obra bem profunda.

O filme conta a história de uma família que tem o pai (Christos Stergioglou), um lunático, super protetor, que tem uma empresa, e faz o bate volta do trabalho para casa e vice e versa, como se fosse um grande lazer para ele, pois é em sua casa que atua de verdade.

Casado com a esposa que também o respeita e sabe de suas regras compactuando-as ( Michele Valley) é a mãe de três agora adolescentes ou quase adultos filhos do casal.

O que aconteceu ?

Desde o nascimento, eles foram criados como se houvesse a casa deles, lá é o mundo deles, no conhecimento aprenderam ciência e matemática, e nada de humanas para não mudarem o comportamento e questionarem o jogo.

Na música, além da grega, o pai colocava Frank Sinatra e falava que era a voz do avô deles, traduzindo " Flying To The Moon" do jeito que lhe convinha.


Gatos eram extremamente agressivos e se vissem algum, tinham que avisar, pois era um ser de fora, externo. Por isso foram educados a latirem e atacarem se necessário fosse.

Palavras novas, os pais davam o significado que eles quisessem aos filhos, como por exemplo: Batucada é igual a pão salgado.

Os filhos não tinham nomes, e era para ser assim mesmo, tirando toda a identidade e personalidade de cada um.

Eles se tratavam como : A irmã mais velha ( Angeliki Papoula), a filha mais nova ( Mary Tsoni) e o irmão ( Christos Passalis).

Como estava já na fase adulta, o pai resolve trazer a agente de segurança em uma recepção externa de sua empresa, Christina ( Anna Kallaitzidou) para transar com ele, já que precisa coitadinho de fazer sexo.

Para as irmãs, não !

O problema, é que essa influência externa levará algumas informações que um desses filhos vão começar a entender diferente e raciocinar por tudo o que está acontecendo.

Assim, depois de passar um longo período sem contato com o mundo exterior, os três adolescentes começam a se rebelar contra seus pais rigorosos.

Percebendo isso, ele bani a presença da sua agente da empresa, e faz com que a própria filha faça sexo com seu filho.

Ah, o detalhe do título do filme e também de um de seus tabus é de que os filhos somente poderão pegar o carro e saírem de casa quando o dente canino cair e nascer novamente.

Ou seja : Nunca!

Essa é a regra desse pai que usa da força e do poder de suas palavras e ações uma bolha onde seus próprios filhos residem.

O final é bem interessante.

Valeu !

No telecine.

" Você Não Estava Aqui " OU Mais Uma Crítica Social e Trabalhista de Ken Loach


O que eu esperava por esse filme era uma loucura. Via sempre suas críticas construtivas demais e ansiava mesmo em assisti-lo, já que seu diretor Ken Loach me agrada bastante.

Falo de " Você não estava Aqui", onde Ricky (Kris Hitchen), desempregado, aceita um emprego, onde ele é o próprio gestor e autônomo, tudo isso com uma certa  falsa aparência.

Ele aceita a fazer entregas diárias com o próprio carro, mas tem que atingir um determinado número de entregas em certo tempo e não tem descanso. Apenas dois minutos são tolerados, e eles carregam um aparelhinho onde tudo isso é monitorado pelo chefe dessa empresa.

É uma loucura !

Montando a família de Ricky, ainda temos Abby (Debbie Honeywood), uma ótima e sensível cuidadora de idosos, que teve de abrir mão de seu carro para que Ricky comprasse a van e vai de ônibus trabalhar todos os dias se sacrificando, também quase não parando em casa e falando com os filhos pelo telefone para dar recados diários importantes.

O casal tem dois filhos: Liza Jane ( Katie Proctor), de 11 anos, e seu irmão mais velho, Seb (Rhys Stone), de 16 anos, rebelde, e puto da vida com a vida que seu pai leva, tendo altos conflitos com o mesmo. 

O filme mostra a falsa ilusão de liberdade, e o distanciamento de pessoas que vivem no mesmo teto e não têm tempo de conversarem tudo por causa do capitalismo, da ganância, e claro, também da necessidade de sobreviver.

os filmes de Ken Loach sempre mostram para mim, algo relacionado ao trabalho, as dificuldades das pessoas em viverem com mais facilidade, sem burocracia, sem depender muito da tecnologia e parece que hoje estamos exatamente vivendo às custas da tecnologia.

Em um final de semana, fui à São Paulo e ao entrar em um teatro para assistir à uma peça, o rapaz que ali estava me disse que somente era possível comprar o ingresso pelo site.

Tudo bem. Fui tentar comprar e deu erro. Não consegui. Pedi que ele me vendesse dois ingressos e ele disse não ser posssível, que era somente online mesmo.

Mas, eu estou aqui, tem doze pessoas na fila para assistir a peça. Será que não seria legal vender mais dois ingressos?

Não!

Fui embora inconformado com essa atitude e fato, principalmente se falando em arte e cultura no Brasil tão desgastados e com serviços e salários defasados.

Acho que é sobre isso que o diretor tenta nos advertir. Essa tal tecnologia.

O filme está no telecine. Imperdível !

" Dear Comrades ! " OU Já Nascemos Mortos


Esse filme foi o indicado pela Rússia em 2021 ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro e também estava na minha lista. O filme tem a direção de Andrei Konchalovsky.

  " Dear Comrades ! " que é todo filmado em preto e branco, traz uma União Soviética de 1962, onde Lyudmila ( Yuliva Vvsotskaya ) , uma executiva do Partido Comunista que lutou na guerra pela ideologia de Stalin, está certa de que seu trabalho criará uma sociedade comunista e detesta qualquer sentimento anti-soviético. 

Lyudmila mora com seu pai e sua filha Svetka ( Yuliva Burova), que trabalha em uma fábrica, é rebelde, está sempre em conflito com a mãe e seus ideais e luta por liberdade.

Svetka não concorda com os altos preços dos alimentos e comidas e o rebaixamento do salário dos funcionários nas fábricas.

O que acontece ? 

Uma greve em uma fábrica local, onde Lyudmila em reunião com seu núcleo gestor da KGB, testemunha um piquete de trabalhadores , que por causa da resistência e do avanço, fora baleado por ordem do governo, que busca abafar greves na URSS. 



Após o banho de sangue, quando os sobreviventes fogem da praça, Lyudmila percebe que sua filha desapareceu.

E agora ?

Lyudimila tem um papel de duas caras, não pode simplesmente fazer ou falar o que pensa e sente por causa de seu trabalho na KGB e sua influência no governo.



Mas sua filha desapareceu, e agora por debaixo dos panos conta com a ajuda de um colega para ir em valas comuns ver se encontra o corpo da jovem ativista.


Achei bem atual e verdadeiro tudo aquilo que assisti, e pensei comigo como sofreu aquele povo e sofre até hoje mesmo com a queda do comunismo, mas a continuação de um governo unidirecional que impõe a sua força e as palavras como quer e do jeito que quer.

Vale a pena assistir ao filme, que está no Telecine .

" Kiki " OU Deixa a Dor Por Minha Conta




Fazia tempo que estava em minha lista o documentário " Kiki" com a direção de  Sara Jordeno, que fala de jovens negros  que organizam bailes chamados Kiki , que é uma cena e faz parte da subcultura artística ativista na periferia de Nova York.



O documentário segue sete pessoas desta comunidade e cena ao longo de quatro anos, mostrando os ensaios, o dia a dia, os obstáculos, desejos, preocupações, o convívio com o HIV e o preconceito.



Nessa cena Kiki, homossexuais e transexuais têm a  sua vida mudada e se sentem acolhidos nesses lugares.

Essa foi uma época importante para as pessoas transgêneras e também negras como afirmação política em um país que ainda traz os problemas de acordo com o governo escolhido pelo seu povo.

É sempre muito interessante ver esse movimento vogue, idealizado e jogado à mídia pela Madonna, que salva milhares de pessoas carentes, sem família, negras, homossexuais e travestis em uma América nua e crua.



O acolhimento nas casas, as mães, o cuidado, a arte desenvolvida, tudo isso dá uma chance a mais dessas pessoas permanecerem vivas e vivas também às suas identidades.

No Telecine !



" A Noite Dos Reis " OU Um Pouco de MACA, A Prisão na Costa do Marfim

 


Conferi o filme " A Noite dos  Reis", enviado como representante da Costa do Marfim, a figurar na lista dos pré-indicados ao Oscar em 2021.

O filme tem a direção de Philippe Lacôte e conta a história da conhecida " Maca ", ( Maison d’arrêt et de correction d’Abidjan) que  é a penitenciária mais conhecida da Costa do Marfim, cheia de presos políticos e presos comuns, superlotada.

Logo no início, vemos um jovem chegando à Maca, todo assustado e aguardado pelos detentos como carne fresca e nova.

Maca é uma prisão totalmente dominada por seus prisioneiros. Lá, o temido chefe o submete a um ritual em que ele deve contar uma história que dure a noite inteira se quiser sobreviver.

O nome do recém-chegado, o protagonista do filme, não é Roman ( Bakary Koné ). Este é o nome atribuído a ele por Dangôro ( Steve Tientcheu), chamado de Barbe Noir, o mestre supremo que governa La Maca e está doente.

 Sempre que o líder adoece, ele deve se matar. Assim, para distrair facções rivais que competem para derrubá-lo, Barbe Noir, que está doente, decide que o novato Roman deve contar uma história com a duração da lua vermelha. Se não o fizer, morre também. 

Roman não entende o que está acontecendo e nem como fazer isso. Mas, é a sua vida e vai sim contar uma longa história.

Roman distrai os presos e conta uma fabulosa história daquelas em que a realeza ainda estava na Costa do Marfim, mostrando a nós espectadores imagens da época e também da Guerra Civil que assolou o País tempos atrás.

A plateia de presos fica ensandecida e vibra com a história contada por Roman, até que algo sai errado e uma confusão se inicia.

Preciso dar créditos a um ator que fazia o papel de um presidiário que assisti em outros filmes, que não precisa nem abrir a boca para falar que já chama a atenção: Denis Lavant. Acho ele fantástico.

No mais, é uma fábula, em um mundo grotesco e nauseante que é a prisão, mesclada com histórias e poesias.

No telecine !

" Slalom- Até O Limite " OU Um Trágico Contemporâneo


 

Assisti ao filme " Slalom- Até O Limite "da diretora Charlene Favier que retrata no esqui um caso de abuso entre professor/treinador e aluna.

Lyz ( Noée Abita) entra para a equipe de esqui do colégio, e sofre com o seu início, por ser jovem, por estar sozinha e já haver alguns grupinhos.

O seu treinador Fred ( Jérémie Renier), que no início dá muitas broncas na garota de 16 anos, acaba vendo algo interessante no talento da jovem e resolve apostar longe.

Lyz é só sucesso em suas provas e está pronta para o grande desafio.

Fred é aquele que dá broncas na frente dos colegas, mas afaga quando está sozinho com Lyz, e assim ela se entrega de corpo e alma aos seus objetivos esportivos.

Mas, Fred quer mais, e com grande pressão e poder, acaba por levar essa relação de treinador/atleta para um outro nível.

Lyz cede, mas com o tempo vai percebendo e a ficha cai fazendo com que o que se passou ali naquele tempo não foi bom. Foi péssimo, monstruoso e que pode deixar marcas jamais pensadas no momento.

Esse é um filme com o tema que já estamos cansados de ver acontecendo em todos os esportes, na mídia, e que vem desde um passado já distante essa relação treinador/atleta e abusos sexuais/ apostas no atleta.

Com certeza devem estar acontecendo outros casos nesse exato momento, pois o ser humano erra, não respeita o seu limite e o do outro. Usa de seu poder para tirar vantagens sempre que pode e o seu desejo grita mais forte.

No Telecine !  













" Censor " OU Pode Esse Arnaldo ?


Esse filme era um dos que estavam em minha lista e já tinha visto críticas positivas a respeito em sites de críticos de filmes.

Falo de " Censor " de Prano Bailey Bond, que mostra uma Inglaterra nos anos 80, onde uma onda de terror nas ruas, faz com que o governo tenha uma censura para os filmes de terror, que segundo eles, é fonte dessa tragédia urbana, pois serve de inspiração.

Assim, uma equipe de censores assistem a todos os filmes e aceitam , fazem cortes ou até banem os filmes antes dos lançamentos em VHS.

Enid ( Niamh Algar), é uma dessas censoras, rígida, competente, mas que tem um passado que a aterroriza, o desaparecimento de sua irmã, e ela começa a acreditar que os filmes que assiste tem alguma coisa a ver com essa história que até os pais já encerraram com um atestado de óbito.

Mesmo assim, ela decide sozinha investigar essa trama macabra que envolve esses filmes, donos de locadoras e viciados em filmes de terror.   

Hoje, ela acha que a atriz Alice Lee ( Sophia la Porta ) é a sua irmã desaparecida quando criança.

Cabe então a Enid separar ficção com a realidade para não se complicar tanto com o seu trabalho e até com sua vida na investigação e solução desse caso.

Cabe esse tipo de censura ainda nos dias de hoje ?

O filme está no Telecine.

" A Vida Eletrizante de Louis Wain " OU É Bizantino Demais Para Ser Pedagógico

 

Na verdade, escolhi assistir a esse filme por causa do Benedict  Cumberbatch, que é o ator principal.

Mas o filme é muito amarrado, didático e lento, por mais eletrizante que seja a vida de Louis Wain, que é um artista, inventor, empreendedor, cuidador e depois ficou famoso por retratar gatos.

Essa é a segunda vez que pego o filme para assistir, dessa vez na companhia de minha mãe, que também não se entusiasmou muito não.

O filme traz a linha do tempo, suas viagens, confusões, perrengues com a família que tem que cuidar e colocar um dinheiro em casa.

Aí vem uma paixão pela governanta não aceita pela família e sociedade local. 

E vida que segue, idade passando, Wain continua ativo e o melhor do filme para mim, vem com o seu retrato na velhice, genialmente interpretado por Cumberbatch.

Não sei se irão gostar. Não o conhecia, então agora o conheço, mas o filme é embaraçoso demais.

Valeu !