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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

" O Conde " OU O Vampiro Pinochet e Seu Exército



 Fui logo conferir  " O Conde " filme do Pablo Larraín, que está disponível na Netflix e vem com uma pegada de terror vampiresco e fantasioso, mas com o mote de que a morte é simbólica, mas o mal é duradouro.

O filme, todo em preto e branco tem uma fotografia belíssima e que dá gosto de ver esse esmero trabalho.

O diretor começa com a criança Pinochet na França, e depois na revolução, em outros países, vindo calhar aqui na América do Sul em um país pobre, o Chile.

Em determinado momento da história, há o golpe militar, e o general, ou Conde ( Jaime Vadell), como gostava de ser chamado comete várias atrocidades, matando muitos bolcheviques, comunistas e quem estivesse contra o seu governo.


Na tela, já o vemos bem velho, já para morrer, mas bebendo o sangue dos novos, ou o coração dos mortos batido em liquidificador, esses faziam com que o vampiresco ditador permanecesse vivo por mais tempo.

Sua mulher Lucia ( Gloria Munchmeyer), que também tem seus interesses pessoais e espera ser uma vítima do marido, é cúmplice do mordomo russo Fyodor ( Alfredo Castro), que é também vampiresco e também um grande assassino de comunistas.

Temos a chegada de Carmen ( Paula Luchsinger), uma freira que foi captada para tentar bloquear o poder vampiresco do conde e se possível descobrir as fontes de dinheiro que ele guardava para trazer para a igreja.

Completando a trama, temos os filhos de Pinochet, que vão à patagônia, onde o pai está instalado para compartilhar essa sobrevida do velho e saber dos bens e do dinheiro que lhe serão repartidos quando de sua partida.

São uns chupins, irônicos, frios e calculistas que querem a todo custo roubar ainda mais o país onde vivem.

Com essa trupe toda, não salva nenhum de boa alma. Todos estão contaminados, uns pelo sangue vampiresco, outros pela má índole mesmo.

O que fica é que esse foi um dos maiores monstros que a história do mundo nos trouxe e que o Chile provavelmente quer esquecer.

O diretor deixa bem claro o quanto ele sugou do país e o quanto ele derramou de sangue em seu governo.

Um bom filme para reflexão.


  


" O Verão de Adam " OU As Novas Roupas do Imperador



Muito gostoso de assistir ao filme " O Verão de Adam " de Rhys Ernst , em seu primeiro longa-metragem, fazendo um teen movie, recheado de assuntos pertinentes ao momento, como a discussão de gênero.

Adam (Nicholas Alexander) é um adolescente de Piedmont, uma cidade de pouco mais de dez mil habitantes no interior da Califórnia, está enfadado de todo os anos passar o Natal com seus pais, e dessa vez ele pede para ir passar com sua irmã Casey (Margaret Qualley) em New York. 



Adam chega todo tímido no apartamento da irmã, e fica alojado em um pequeno quarto. Ela divide o apê com mais duas amigas lésbicas, como ela e com Ethan ( Leo Sheng), um rapaz trans.

Casey e suas amigas são ativistas trans e vão à festas em toda Nova York. Adam vai atrás, e mesmo sem os 18 anos, pega documento emprestado e entra.


Como está no meio desse grupinho, as pessoas pensam que ele também é transexual, como Gillian (Bobbi Salvör Menuez), uma garota que ele se apaixonou desde a primeira vez que a viu.

Eles tiveram outros encontros, tudo muito engraçado, mas com essa proposta, e Adam não sabia como desmentir o fato.

O verão acabou, e Adam deve retornar à sua casa, e viver no seu mundo.

O filme traz uma boa lição de identidade de gênero e seus pertencimentos com essa moçadinha nova que vem aí surgindo.

Vale a pena conferir.




" Rotting In The Sun " OU Um Banquete de Genitálias



 Assisti ao tão comentado filme " Rotting In The Sun " do chileno Sebastian Silva, que traz um diretor de cinema sem inspiração alguma para seus filmes, seu estúdio em reforma, uma empregada louca e desajustada e vários empregados para terminarem a obra.

Não se cabendo lá dentro, e só cheirando pó, seu amigo pede que tire umas férias em uma praia mexicana para dar um tempo.

Sebastian ( Sebastian Silva) então vai e se depara com muitos gays na praia e uma orgia logo ao lado em uma praia de nudismo, onde o que vale é piroca e bunda.

Lá, Sebastian conhece um influencer famoso por suas postagens na internet, o tal de Jordan Firstman, que chapado demais diz que viu o último filme de Sebastian e insiste em fazer um projeto com ele.

Passado a alucinação de pintos e bundas da referida praia, Sebastian retorna à Cidade de México e pede à sua empregada Vero ( Catalina Saavedra) que o ajude com um sofá que está no andar de cima para levá-lo para baixo, pois um colega iria visitá-lo em poucos dias.

O tal colega é Jordan, só que ele chega e não mais encontra Sebastian, E o filme fica nessa de descobrir onde está Sebastian, com a polícia entrando na história e tentando desvendar o caso.

Valeu pela praia mexicana, kkk e pela excelente Catalina Saavedra.

No MUBI.


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

" Tongues Untied" OU Celebra a Identidade Gay Negra e Desafia o seu Silenciamento

 


Assisti ao filme " Tongues Untied", ou Línguas Desatadas, de 1989, de Marlon Riggs, tipo documentário, baseado em poemas e desabafos da época, de pessoas negras que conviviam com o preconceito de serem negros e também gays.

Muito interessante visualmente falando e também no que tange à sua sonoridade. 

O filme denuncia não apenas a América Branca, mas também a intolerância da América Negra para com os homens negros gays.

A poesia eleva a qualidade do documentário, e a interação som e imagem é perfeita.


Acredito ser um documentário obrigatório e essencial mesmo em 2023. É um arquivo raro. Uma jóia para ser vista e discutida nos dias de hoje.


Parabéns aos seus idealizadores, que resistiam na época. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

" Arquivos da Perversão - Os Abusos na Boys Scouts of America" OU Um Escândalo no Escoteirismo Americano




Assisti ao documentário da Netflix " Arquivos da Perversão - Os Abusos na Boys Scouts of America" com a direção de  Brian Knappenberger.

O documentário conta a história de uma instituição conhecida por todo americano, família americana, político americano, que era um braço da igreja cristã e se tornou uma potência ao longo dos tempos.

O problema é que nesse tempo todo, ela foi incapaz de denunciar os chefes de escoteiros, os dirigentes, e colaboradores que estupravam os seus meninos. Sim, as crianças eram abusadas sexualmente nesses acampamentos e isso era colocado para debaixo do tapete para não sujar a instituição.


A partir de um caso, um jornalista consegue acesso aos tais " arquivos da perversão" e livremente desvenda toda a podridão dessa instituição.

Com a merda debaixo do ventilador, os abusados começaram a aparecer e a falarem o que aconteceu com eles, o trauma que lhes acarretou por todo o resto de suas vidas.

Alguns não suportaram e tiraram suas próprias vidas. Nem a igreja e nem a instituição assumia tal caso.
Diziam ser um fato pessoal. Coisa de homossexual. Pederasta. Pedófilo.


Um grande colaborador e protetor das crianças abre a boca sobre o caso e a instituição confrontando com sues chefes. 

Depoimentos, entrevistas, fotos e vídeos da época, reportagens de jornais relatando o fato isolado e ficando por isso mesmo e assim vai, até que em um julgamento, a corte além de dar uma grande indenização a um abusado, abre os tais arquivos da perversão a quem quiser, e dá a chance de aparecerem mais abusados a fim de pedirem a mesma petição contra a instituição.

Sabe quantos apareceram?

Só 82 mil homens.

A Boys Scouts Of America pede falência ao estado.

E não é que ainda continuam trabalhando e existindo?


Uma diferença é que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias já não é mais colaboradora, pois eles não podem mais recusarem gays como instrutores, como queria a Igreja dos Mórmons, pois ela colocava a culpa nos gays por esses casos, e sabemos que os que menos causam esse tipo de crime são os gays.  

É mais uma triste história da terra lá de cima que ficamos sabendo, não?

Legal eles, né?

Na Netflix.

terça-feira, 12 de setembro de 2023

" Fale Comigo" OU Terrorzinho do Adelaide Film Festival




Então , estava com altas expectativas para o filme " Fale Comigo " dos diretores Michael Philippou e Danny Philippou, e até que a primeira cena me agradou muito: Um jovem trancado num quarto em uma festa, o irmão arromba a porta o tira de lá todo arrebentado e ele acaba com o irmão e com ele mesmo e tudo isso aos olhos das lentes dos celulares de todos em volta.

Mas, não gostei da sequência, dos jovens, que têm a MÃO embalsamada como propulsora de algo novo e inusitado no campo paranormal, onde ela invoca espíritos e algo de novo acontece.


Mia ( Sophie Wilde) precisa se sustentar emocionalmente após a morte de sua mãe e tenta apoio na família de Riley ( Joe Bird), que a acolhe, porém não totalmente, já que Jade ( Alexandra Jensen) não está muito afim dessa parada.

O filme conta com várias aparições da mãozinha e seus " amigos" e a presença de espíritos, onde uma cena se inicia.


Mas, não me chamou a atenção e nem me interessou. Esperei chegar o final e ponto.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

" Arrête Avec Tes Mensonges " OU Uma Paixão Que Não Poderia Ser Revelada



 Que filme lindo esse " Arrête Avec Tes Mensonges ", baseado no romance de 2017 de Philippe Besson e dirigido por Olivier Peyon.

Me surpreendi com a história de Stephane Belcourt ( Guillaume de Tonquedec), famoso escritor francês, que vive em Paris, e está sendo homenageado em sua cidade natal, no Bicentenário.

Guillaume escreve mais livros homoafetivos, mas mesmo assim cativou milhares de leitores, e a cidade está pronta para recebê-lo.

Ele chega, é recebido por Gaelle Flamand ( Guilaine Londez), que organizou toda essa festividade, reservou o hotelzinho, e tem todos os eventos na ponta da língua.

Aí vem o flashback...

Stephane aos 17 anos ( Jeremy Gillet) era um loirinho tímido, quieto, e se apaixona por Thomas Andrieu ( Julien de Saint Jean).

Os dois estudam na mesma escola, só que o pacto era que Stephane não contasse a ninguém que os dois se pegavam.

E os dias se passavam, eles iam para lugares distantes, para o lago da pedreira, para o quarto de Stephane, para um depósito abandonado na escola, mas nunca para a casa de Thomas.

Thomas sempre deixou claro que ele iria ficar com mulheres.

O ensino médico acabou, Stephane foi para Bordeuax, e antes disso, Thomas foi para a Galícia na Espanha trabalhar com um tio e nunca mais se viram.

Quase 40 anos, esse retorno reascende todas essas lembranças na cabeça de Stephane. Seu primeiro amor.

Stephane se surpreende ao chegar, e ver que Lucas Andrieu (Victor Belmondo), tem o mesmo sobrenome de Thomas e ele ilagina ser seu filho.

Fica de olho. Nem é preciso , pois o próprio se aproxima e começa a perguntar algo despretensioso sobre o pai.

O filme traz esse novo. Essas dúvidas tanto para o filho quanto para Stephane e te deixa embasbacado de emoção.

O que será que esse amor do passado trará para os dias de hoje?


domingo, 10 de setembro de 2023

" Rheingold O Roubo do Sucesso " OU Biografia do Rapper Xatar



Simplesmente imperdível o filme " Rheingold O Roubo do Sucesso " de também imperdível Fatih Akin.

O longa que tem mais de 02 horas e 15 minutos de duração conta um pouco da biografia do Rapper Xatar.

O filho do grande músico Curdo, Giwar Hajabi (Emilio Sakraya), mais conhecido como Xatar, refugiado curdo que entrou para a criminalidade na vida adulta na Alemanha, foi preso pelo roubo espetacular de quase 300 quilos de ouro e fez sucesso com os raps gravados durante a sua temporada na cadeia.



Desde o início , vemos o sofrimento dessa família, que  precisou fugir da perseguição aos curdos por uma liderança fundamentalista iraniana.

Giwar nasceu em um ambiente hostil, de guerra, onde sua mãe cortou o cordão umbilical na raça.

O filme já vem de cara com a prisão de Giwar, numa cela sem janelas e ventilação, acompanhado de dezenas de colegas de encarceramento. Torturado pela polícia para entregar o paradeiro do ouro, ele resiste até mesmo a uma forçada extração dentária.

O diretor remete ao flashback e traz toda a trajetória do rapper até o cárcere. 

O sonho de consumo de Giwar, além da música, ganhar muito dinheiro e ser poderoso, é a jovem e bela Shirin (Sogol Faghani),  que ele conhece desde criança, mas ela dá a entender que não deseja se envolver com um rapaz cuja fama de bandido o precede. 


Giwar se envolve em uma sucessão de coisas erradas e ilícitas, que ele pensa que dará certo, que ele é o poderoso chefão, o fodão do negócio, mas nem sempre a história é assim, como em Amsterdã, em que ele queria o ponto das boates através de sua  segurança .

Depois, se envolve com um homem que o faz vender cocaína em estado líquido, protegendo -o assim de outros criminosos.


Giwar não se dá bem e tem uma cartada final para reaver esse dinheiro perdido e que está em dívida com o chefão, e vai atrás desse roubo de ouro que lhe rendeu a prisão maior.


Na cadeia, ele começa a fazer os seus raps e acaba por ficar famoso com a ajuda de um amigo produtor de som que conheceu anteriormente à sua prisão.

O filme me prendeu até o final, tem muita ação e até um certo ritmo. O que deixa a desejar é o roteiro, aos fatos que se perderam nessa história, como o paradeiro do pai, desde que ele abandona a família na perseguição aos curdos.


A repentina aceitação de Shirin quanto a Xatar e a própria cena já mostrando ele buscando a filha na escola.


Os parças de Xatar : Miran ( Arman Kashani), SSIO ( Eno), Samy (Huseyin Top ) e  Tio Yero ( Ugur Yucel).

Lembrando que Xatar é uma palavra curda e significa perigoso e é esse o nome artístico de Giwar , assim como Rheingold é uma ópera do grande compositor alemão Richard Wagner, cujo título é traduzido como O Ouro de Reno, e que se configura como a primeira parte de sua famosa obra ‘O Anel dos Nibelungos’. O ouro, que pertencia ao título da composição, é guardado no fundo do mar por ninfas aquáticas, que não se conformam quando o mesmo desaparece. A gente vê essa cena desse ouro no fundo do mar, mas não tem esse entendimento.

Gosto muito desse diretor e vou assistir a todos os seus filmes. Gostei desse também apesar de não conhecer o artista em questão. 

As letras das músicas do rap sempre interessante de se ouvir e entender.

E o que fica é que como é fácil arrumar amigo bandido em qualquer lugar e como é fácil ir de um país ao outro para poder se livrar de crimes cometidos e ficar impune.

A música salva.





" A Noite do Dia 12 " OU Aqui, Como Lá, Feminicídio há !


 

Então, esse filme francês começa falando que na França uma grande quantidade de feminicídios fica engavetada sem resolução do caso.

- O Filme ganhou o Prêmio César 2023 como Melhor Direção, Roteiro Adaptado, Filme, Som, Ator Mais Promissor (Bastien Bouillon) e Ator Coadjuvante (Bouli Lanners). Foi ainda indicado a Melhor Montagem, Trilha Sonora, Design de Produção e Fotografia.

Falo de " A Noite do Dia 12 " do diretor Dominik Moll, que inspirado no livro de Pauline Guéna, conta o caso da jovem Clara (Lula Cotton-Frapier), onde em um vilarejo, no interior, foi queimada viva por um homem desconhecido enquanto voltava para casa tarde da noite, após uma reunião com algumas amigas.

Para esse caso, o capitão de polícia Yohan Vivès (Bastien Bouillon),  que tem um hobby de quase todas as noites, após o expediente, correr em um velódromo de Paris, onde pedala furiosamente em círculos, com a expressão compenetrada de alguém para quem o exercício é muito mais um escape para o estresse do dia a dia do que uma questão de prazer ou condicionamento físico.

No final e com as leituras dos críticos e cinéfilos, chegamos que essas corridas noturnas que levam a lugar nenhum é uma das muitas representações visuais do caráter cíclico frustrante, quase desesperador, da história que tem para contar.

O filme se joga nas entrevistas dos policiais com os muitos suspeitos que vão surgindo conforme eles destrincham a vida social e amorosa de Clara. 



Quem dá a dica desses caras com quem Clara saiu e teve algum caso é a Nannie (Pauline Serieys), sua melhor amiga, mesmo não gostando disso e parecendo que a cada cara citado esse poderia ser o assassino e que também com esses nomes todos eles minimizassem o caso, julgando Clara como uma mulher fácil , que saia e transava com qualquer um.  

Yohan, e seu colega veterano Marceau (Bouli Lanners) saem à caça diariamente após cada detalhe e nova informação.

O que parece ser o assassino, no final a teoria cai por água abaixo.

Depois de três anos, e arquivado, uma nova juíza entra no caso e chama Yohan para uma força extra.

É aniversário de três anos do assassinato e eles preparam uma tocaia forte e grande no cemitério, na rua onde o crime ocorreu para quem sabe esse criminoso apareça e por fim o caso seja solucionado.



A gente percebe que as coisas são iguais em toda parte do mundo. Que não é má vontade da polícia ( em alguns casos), e que não se pode culpabilizar qualquer um somente para finalizar um caso.

O problema é que os crimes continuam ocorrendo e mais pessoas continuam sendo assassinadas.

De quem é a culpa ?


"Barbie" OU É Nos Frascos Pequenos que Estão As Melhores Fragrâncias/ Feminismo Sim, E Daí ?




Olha ela aí gente !

Quem diria eu assistindo o filme da Barbie. Mas, pelos comentários e o mexerico inicial, achei que valeria a pena ver o filme dirigido por Greta Gerwig.

 E começamos no mundo das Barbies, a Barbieland, com a Barbie estereotipada, a principal sendo interpretada por Margot Robbie,  e nesse mundo temos também todos os Kens, onde o principal é interpretado por Ryan Gosling.

O início é meio infantilizado, claro, é o meio em que elas vivem, é o meio das meninas, das crianças, e somente depois quando algo de diferente aparece no corpo de Barbie e ela vai ao mundo real é que o filme vale de fato.


Nesse mundo real, é o Ken quem descobre que os homens é que mandam, e que existe o tal do patriarcado.

Barbie se decepciona com muitas coisas, e não imaginava a vida real desse jeito.


Ken retorna ao mundo virtual e já faz uma revolução, tornando os homens o principal ator da cadeia e as mulheres submissas a eles.

Estavam a ponto de mudar o nome para Kenland, depois de uma votação que aconteceria, após a barbie retornar também com a ajuda de duas humanas para tentar virar esse jogo e reaver o poder das mulheres.

Muitas tiradas, muitas mostras, muitos diálogos simples, mas eficientes, assertivos, levam o filme a esse sucesso em termos de utilidade pública, de se fazer uma discussão em torno do papel da mulher na sociedade e muito mais que isso.


A trilha sonora também é boa, com muitos nomes do mainstream,  além de que visualmente o filme inteiro é muito bem produzido.


" Dance The Night "  da Dua Lipa, que faz a Barbie Sereia ; " Choose Your Fighter " da Ava Max ; 
"What Was I Made For?" da Billie Eilish ; " Speed Drive "de Charli XCX com sample do hit " Hey Mickey ! "; " Pink " da Lizzo ; "I’m Just Ken " com o próprio Ryan Gosling ; "Watati " de Karol G (part. Aldo Ranks); "Journey To The Real World" do Tame Impala ; "Forever & Again" do rapper  The Kid Laroi; "Barbie World" – Nicki Minaj (feat. Ice Spice & Aqua); "Angel " da  PinkPantheress;  "Barbie Dreams " da Fifty Fifty (feat. Kali); "Home" da HAIM; " Man I Am " - do Sam Smith .

Destaque para Will Ferrel, o dono da Martel, que sempre aparece bem e dá o seu recado.


Realmente cumpriu com as minhas expectativas e fico gratificado com mais um bom longa da Greta Gerwing.