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segunda-feira, 20 de maio de 2019

"A Mula" OU Nem Mesmo a 3ª Idade Escapa do Tráfico de Drogas



Por indicação de um amigo cinéfilo, assisti ao filme " A Mula" com a direção e atuação de Clint Eastwood.

Clint é Earl Stone, um velho floricultor, que vai bem com sua flores e ganha até prêmio de melhor do ano.


O que não vai bem é o relacionamento com sua família. Já separou de Mary ( Dianne Wiest) e não conversa com a filha Iris ( Alison Eastwood). Tudo porque ele não é presente. Prefere suas flores ao convívio com a família e as datas importantes.

Assim, a única que o compreende é a neta Ginny ( Taissa Farmiga), onde o velho vai em seu noivado .
Festa essa onde ele não é bem vindo pela família, e é escorraçado para sair. Mas, na  saída é que acontece algo que iria mudar o destino de Earl, que perdeu tudo no trabalho, está com casa hipotecada e falido.


Um amigo da neta sai na rua e o aborda, vendo que o velho é um bom motorista, fez várias viagens conforme os adesivos de sua camionete, o rapaz lhe entrega um cartão caso ele pense em trabalhar com isso .

Earl Stone então entra com seu carro na garagem toda escondida dos traficantes e pega a carga para levar em um endereço em outra cidade.


Faz a entrega, ganha o seu dinheiro e retorna. Faz isso outras vezes, porque com o dinheiro que está ganhando, ajuda seus amigos, parentes ( sua neta ), e até o clube dos ex combatentes que estava devastado e  arruinado , fazendo uma reforma e contribuindo com uma reinauguração de pompa.

Nessa história toda, claro, aparece a posição da polícia, que com seus agentes Colin Bates ( Bradley Cooper) e Trevino ( Michael Peña) e com a supervisão geral do chefão ( Laurence Fishburne) tentam acabar com esse cartel de mexicanos que tem o comando de Laton ( Andy Garcia).


Falando em Laton, ele está adorando o trabalho do velho, que com muita calma e perspicácia está batendo recordes no transporte de cocaína, nunca visto antes.

Pediu até para conhecê-lo pessoalmente em sua casa, regrado à festa com bebida, drogas, comida e mulheres.

O que Earl Stone não sabia é o que transportava, já que nunca abrira as sacolas que levava. Mas, certo dia, teve a curiosidade e  viu que cocaína e das boas era o seu negócio.


Numa missão bem perigosa e poderosa, já que levava muita droga, ele foi até acompanhado de 2 capangas para ver se ia na rota correta, mas, uma ligação da neta o fez desviar o caminho e comparecer no que eram os últimos dias de sua ex mulher.


A família se comoveu com a atitude e o desculpou definitivamente por toda sua ausência em decorrência do trabalho que Earl admitia sempre que teve.


Melhorada sua situação com a família, Earl Stone volta à estrada para sua missão que agora estava muito bem vigiada pela polícia.


Será que conseguiria mais uma proeza de entregar toda essa droga ? Qual seria o final de Earl Stone ?

Gostei do filme, da fotografia, e da atuação de Clint Eastwood.


Valeu a pena !

Eu recomendo !

"Mal Nosso" OU O Novo Terror Brasileiro



Estava ansioso por assistir a esse filme, que foi produzido aqui em minha cidade, e com pessoas que conheço em sua grande maioria.

Falo de " Mal Nosso" com a direção de Samuel Galli, que mesmo com baixo orçamento teve críticas positivas no exterior.


O filme conta uma história onde Arthur ( Ademir Esteves), aliás, bem apropriado fisicamente para um filme de terror, após buscas na deep web, vai à procura de um assassino frio e calculista.

Arthur teve uma chamada de seu mentor, onde conta que uma entidade demoníaca pretende destruir a alma de sua filha .


Asim, ele encontra Charles (Ricardo Casella) em uma boate de strep-tease e arma todo o intuito criminoso com o killer.

Nesse mesmo dia, na boate, duas garotas que alí estavam à procura de um dinheirinho, acabam por se envolverem com Charles e vão para sua casa .


Ele acaba com as duas em poucos minutos , sem protocolos, friamente ...


Arthur está em casa preparando um bolo de aniversário de sua filha Michele ( Luara Pepita), e espera  com ansiedade o momento dos dois à mesa.

É que nesse momento está agendado a execução de Charles para com a moça e também para com Arthur .

Vem o flashbach da adolescência e fase adulta de Arthur, que tem a ver com a encomenda . Arthur deixa um vídeo explicativo ao killer.


Vem a fase de Arthur jovem ( Fernando Cardoso), que tem alguns poderes diferentes dos outros . Vê gente morta, ajuda em algumas situações do além ...

Volta à cena Arthur já homem , e em um caso de doença de uma mulher em uma casa onde foi para ajudar .


Lá, tinha uma garotinha que ele tenta de todas as formas preservar de a mesma assistir a toda a cena de horror.

Talvez  tenha sido a melhor cena de terror, protagonizada pela moça que estava enferma ( Shirley Viana).


Assim, gostei da filmagem, da produção , fotografia, das cenas de terror propriamente ditas, da iniciativa de se produzir um filme desses em Ribeirão Preto. Acho que devem continuar ...


Destaque para os festivais que o filme participou no exterior e foi congratulado com alguns prêmios.


Valeu a pena!

Eu recomendo !



 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"Dama da Noite" OU Peça Baseada no Conto de Caio Fernando Abreu



Finalmente chegou à Ribeirão Preto, o espetáculo que já tem 8 anos, e que já correu por diversas cidades brasileiras, sempre com um grande sucesso.

Falo de " Dama da Noite", com a direção de André Leahun e atuação de Luiz Fernando Almeida.

Baseado no conto de mesmo nome, do livro " Os Dragões Não Conhecem o Paraíso " de Caio Fernando Abreu, de 1988, a peça até hoje tem um texto totalmente atemporal, e segundo Luiz Fernando Almeida a fará até o momento em que a sociedade permaneça sem evoluir .

DAMA DA NOITE - Cestrum Nocturnum ; De textura semi-lenhosa, de tipo arbustiva e muito conhecida pelo perfume de suas flores.; planta poderosa e tem o poder de realizar desejos.

Adorei o prólogo da peça, se é que podemos falar assim, onde o personagem de Luiz Fernando Almeida está todo montado numa peruca tipo Amy Winehouse, um figurino todo customizado e uma bota preta longa.

O melhor de tudo era a trilha sonora que tocava ao fundo e ele repetindo alguns de seus bordões já interagindo com a plateia que ali se acomodava .

Gostei muito do jeito como ele andava sobre suas botas, do estilo como falava, tudo me pareceu muito cenográfico.

O monólogo começa, com uma cadeira, uma mesinha, maços de cigarro, uma bolsinha vagabunda, brincos, pulseiras, uma garrafinha de água, e latinhas de cerveja. Pronto! É tudo que o personagem precisa para desenvolver seus momentos de solidão, tristeza e revolta perante sua figura na sociedade.

O mais importante do texto, é a roda que ele fala. Esse é o problema, de ele não estar inserido na roda. Por que isso ? Só pelo fato de ser diferente da maioria ? Mas, ele tem dinheiro para comprar sexo, bebidas, entrar em casas noturnas e sair ....sozinho ... sempre sozinho...

Por que ?

O dinheiro não compra o amor que ele tanto quer . Solidão ...

" A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar. Ia dar. Sabe quando vai dar ? Pra vocês, nem isso. A gente teve a ilusão. Mas, vocês chegaram depois que mataram a ilusão da gente. Tava tudo morto quando você nasceu, boy. E eu já era puta velha. Então eu tenho pena. Acho que sou melhor. Sei porque peguei a coisa viva. Tá bom, desculpa gatinho. Melhor, melhor, não . Eu tive mais sorte, foi isso? Eu cheguei antes. E até me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta, que roda sem fim, sem mim. No fundo tenho nojo dela. "

O personagem interage com a plateia, questionando sobre tabus e assuntos pertinentes ao sexo . Mas, isso é só uma provocação . Não muda nada pra ele ...

A plateia responde. Como ele quer ... Mas, não é só isso. Ele quer mais ...

As canções de referência do escritor Caio Fernando Abreu tocam ao fundo , mais melancolia em cena.

E a morte ? E a AIDS ? A Dama da Noite tem todos esses questionamentos . Ela passa por isso .

Você já ficou bem perto da MORTE ? Já viu gente morta ? Como é ser  MORTO ?

Choro ...Catarse ...

Não . Ainda não amadurecemos ao ponto de resolvermos todas essas questões . O sexo é ainda uma caixa preta para todos.

Pouca luz ...É ...Trevas ...

A máscara cai . A pintura e a caracterização sai de cena .... Mas, o sofrimento é o mesmo .

Não ! Não evoluímos!

Ah, com relação à roda, também tenho nojo, não gosto dela, acho hipócrita, falsa . Verdadeiro é você DAMA DA NOITE !

No final, batemos um papo super agradável com o Luiz, que contou seus projetos, um pouco de suas projeções futuras e com muita simplicidade e generosidade falou com todos.



Valeu a pena!

Eu recomendo !






















quarta-feira, 15 de maio de 2019

"Come And Play" OU Komm Und Spiel


Assisti a esse curta metragem de 2013, alemão, em preto e branco, com a direção de Daria Belova .

"Venha Brincar" ou "Come and Play", conta a história de um menino em idade escolar, que adora pegar sua espingarda de brinquedo ( um graveto ) e ir ao parque brincar.


A realidade que ele impõe aos seus movimentos e ações é tão grande , que parece estar mesmo em uma cena de guerra.

Ele encontra com as pessoas e simula em sua cabeça, que são inimigos e atira em todas , vai fazendo aos poucos seu campo de guerra, mas, também aos poucos mistura a fantasia com realidade e aí, já não sabe mais o que é real ou não.


A fotografia é belíssima, e o menino, fantástico. Berlim, no passado, com suas ruas destruídas e canhões volta à tela ...

Confusão na cabeça do garoto que gosta de brincar de guerra.


No final, nem a mãe dele que está acostumada com suas traquinagens, reconhece se é fantasia ou não o fato dele estar enforcado em uma árvore...

Diferente!


Valeu a pena!


Eu recomendo !

"No Coração da Escuridão" OU Indicado ao Oscar 2019 de Melhor Roteiro



Cheio de conflitos, temas angustiantes e existenciais, o filme do diretor Paul Schrader, " No Coração da Escuridão".

O filme, que é passado em uma cidadezinha no norte de Nova York, encontra na Igreja Reformada, e em seu aniversário de 250 anos , o ponto de partida.


Lá, com sua fé e boa vontade, atua o referendo Toller ( Ethan Hawke), um ex-militar, que após a perda de seu filho na Guerra do Iraque e o fim de seu casamento, buscou a fé como uma saída para suas frustrações .

Com muita boa vontade, fazendo da igreja um ponto turístico por causa de sua idade avançada, o referendo Toller recebeu certo dia a presença de Mary ( Amanda Seyfried), que pediu para que o padre conversasse com o seu marido Michael ( Philip Ettinger), que passava por problemas.


O referendo então, agendou um dia e foi conversar com o rapaz, um ambientalista radical, que já havia até sido preso por problemas relacionados ao seu duro envolvimento com o meio ambiente e contra as empresas que o ferem, e que ao saber que sua esposa estava grávida, questionava a vinda de um filho ao mundo .

Sabendo que daqui a 20, 30 anos, o mundo estará mais quente, e com mais catástrofes ambientais, porque ele deixaria que seu filho vivesse isso ?


Esse era o seu dilema, o de não aceitar a condição que seu filho irá encontrar 20, 30 anos depois .

Por isso, queria que sua esposa fizesse um aborto. E o referendo estava ali para aconselhá-lo o contrário.

A igreja reformada faria 250 anos, e teria uma comemoração . Igreja essa que era beneficiada com ajuda de custo da empresa Balq, justamente uma das que mais polui o meio ambiente .

Com tantos problemas existenciais já em sua cabeça, Toller ainda enfrenta o alcoolismo e também uma doença silenciosa que o perturba , que ele sabe que tem , mas, reluta em se tratar.


Vem um câncer por aí ...mas, essa é uma outra parte , que não saberemos o final .

O marido de Mary acaba mesmo por ter seu final trágico, tirando sua vida e deixando um testamento para o referendo para jogar suas cinzas justamente em uma empresa que fere o meio ambiente.


Na casa, ele ainda encontra um colete com bombas, tipo esses de terroristas, que provavelmente seria usado por Michael para se matar.


Mary pede ao referendo que tire dali de sua casa. Aliás, a relação entre os dois também se estreita muito, numa mistura de carência, compaixão e sentimento, o que também confunde a cabeça com mais um problema o referendo Toller.

Aliás, essa não é a primeira mulher que nutre algo por ele. Uma funcionária da fundação Vida Abundante de sua igreja força a todo momento algo com ele.


É isso ! Bem complexo e cheio de desdobramentos, o filme "No Coração da Escuridão".

Valeu a pena!


Eu recomendo !

segunda-feira, 13 de maio de 2019

"Jaloo" OU Alma Boa sobre o Palco



Era também um dos meus shows preferidos esse do Jaloo. Queria muito conhecer esse cantor do Pará, com esse estilo meio andrógino.




Esse cantor que está aparecendo nas mídias, nos programas de TV e até estrelando o cinema nacional, como no filme " Paraíso Perdido ".


Ele entrou no palco bem comportado visualmente falando, com a cara limpa e um terninho creme.




Com uma musicista e um percussionista, o show começa para delírio dos seus fãs, que cantam todas as músicas.


O som tem batidas eletrônicas, batera, e percussão , além da dinâmica que Jaloo impõe no palco com uma leveza incrível. Parece que ele flutua cantando .


Na música Chuva, senti exatamente o que li sobre ela por alguns : Ela explica o fenômeno melhor que na escola . kkk  Chove chuva, molha molha ...


Além de suas canções, ele cantou " Esquadros" da Adriana Calcanhoto. Muito legal também sua versão .


As canções : Last Dance,  Céu Azul, Doi d+ , Insight, e outras mais compuseram o set list do cantor paraense.


Ele é muito simpático, carismático, e passam uma mensagem boa, limpa e uma cousa boa .


Gostei muito . Vou acompanhar.

Recomendo !

"MC Tha" OU A Música Independente se faz Presente


Dessa vez, fui conhecer o trabalho de MC Tha, Uma paulista, radicada em São Paulo, que tem no funk e na umbanda seus passos principais.


Vamos falar de música !


MC Tha, iniciou em 2015, e seu primeiro sucesso foi " Olha Quem Chegou", depois, veio Pra Você, Bonde da Pantera, Valente, a parceria com Jaloo em Céu Azul, Sonzeira e Rito de passá .


Todas essas músicas pudemos ouvir em seu show no SESC Ribeirão, com muita personalidade e leveza dessa menina moça, com seu vestido e luvas vermelhas , que não se acanha em deitar no chão e rolar.


Apresentando descalça, traz uma energia ainda maior, seu olhar, seu corpo evoca todos os santos e toda essa vibe é passada para quem a ouve.


Gostei muito , de tudo, além de suas musicistas Malka ( sabe tudo de música) e Maira ( acho que é esse o nome).


Mc Tha mistura o som eletrônico, com tambores, batera, violino, enfim, uma mistura muito legal .


Valeu a pena!

Eu recomendo !