E assisti a outro filme muito falado que está disponível na Netflix: " Touch" de Baltasar Kormákur.
O filme começa em tempo real em uma cidade da Islândia no começo da pandemia de covid-19, e o Kristófer ( Egill Olafsson) dono do restaurante, fechando tudo, fazendo as malas e partindo para Londres.
Ele decide antes de ver um resultado de uma tomografia de cérebro que pediu por causa de sinais de Alzheimer, e vai em busca do grande amor da vida dele quando era jovem, que ele não teve respostas do porquê terminou.
Ele retorna à Londres, onde fez faculdade de economia e largou por motivos ideológicos para ir lavar pratos em um restaurante japonês.
Lá, fez sua vida, virou gente de verdade, com princípios, educação, gentileza e honestidade, além de muita experiência na área gastronômica que adquiriu com o dono do local o mestre Takahashi- san ( Masahiro Motoki).
Foi lá também que ele á primeira vista se apaixonou por uma garota de sua idade e filha do dono do restaurante, a Miko ( Kôki).
Miko tinha problemas com o pai, pois era bem avançada para os costumes japoneses, saía com amigos, depois arrumou um namorado, e o pai sempre de olho nela, não querendo que ela engravidasse já que ela era fruto de sobreviventes de Hiroshima, e ele tinha medo que o bebê nascesse com defeitos por causa da radiação.
Enfim, a relação dos dois não era boa. E Miko também se simpatizou por Kristófer e começou a flertar com ele até que, claro, ficaram juntos e iniciaram um romance escondido.
O filme vai e vem entre passado e presente, com a filha de Kristófer ligando para ele, pedindo para voltar por causa da covid, e ele agora vai para o Japão, pois Miko estaria lá e não em Londres.
Em uma vila próxima de Hiroshima, ele encontra Miko e os dois conversam mais de 30 anos após a última transa no restaurante do pai e Kristófer tem até uma outra surpresa.
Como é bom resolvermos assuntos pendentes e tirarmos pesos de nossas costas e de nossa alma.
Touch é um filme esplêndido em todos os sentidos. A ambientação, os personagens, a atuação, os detalhes de arte de produção e o amor sempre presente na tela.
Mas também podemos falar sobre socialismo, sobre o casamento de John Lennon e Yoko Ono, mudança de rumo na vida, a relação faculdade x estudante que é um assunto atual, a guerra de Hiroshima e a bomba atômica e suas consequências emocionais.
Na Netflix.


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