E vamos a um dos filmes mais esperados e comentados entre os cinéfilos no ano de 2024 e agora em 2025, que eu assisto pela segunda vez, agora pelo Canal Brasil.
Falo de " Baby " de Marcelo Caetano, que tem na grande selva e maior cidade do Brasil o seu harém de homens, mote do seu longa.
Sim, o filme fala de homens, como Wellington ( João Pedro Mariano), que acaba de sair da Fundação Casa, aos 18 anos, onde ficou por 2 anos, por um suposto incêndio causado em uma escola que estudava que teve consequências graves.
Quando saiu, Wellington e a assistente social foram ao endereço dos pais, e os mesmos não estavam amis, se mudaram para o interior e SP e não tinham mais notícia deles.
O rapaz acabou ficando por ali com a síndica do prédio e logo foi para as ruas, voltou a se juntar com sua turma, de gays e travestis ali da praça da República, e o primeiro ponto a ser explorado era o cinemão pornô da região para ganhar uma grana ali fazendo programa lá dentro e principalmente, recuperar o celular de um amigo que foi roubado por um nóia.
Lá, ele conhece um grandão e mais velho que ele que se chamava Ronaldo, não não sou eu, é o ator Ricardo Teodoro, que gostou do menino, e na saída os dois acabaram se achando de novo e foram comer alguma coisa.
Wellington, agora sozinho e na cama de Ronaldo, na periferia de SP, acaba gostando e o Cara lhe faz a proposta dele ficar ali e ajudar nos programas com ele, que assim juntos ganhariam uma grana legal.
O rapaz fica e nessa vibe, com os carinhos de Ronaldo, ele ganha o apelido carinhoso de Baby.
Baby entra no mundo do sexo e também das drogas com Ronaldo e outros parças, como Torres ( Luiz Bertazzo).
O menino é também apresentado à ex mulher de Ronaldo, a Priscila ( Ana Flávia Cavalcanti) que mora com a mulher Jana ( Bruna Linzmeyer) e com o filho de Priscila e Ronaldo, um adolescente como ele.
A parceria com Ronaldo é boa até certo ponto, mas se complica quando Baby quer sair com seus amigos e ter sua vida própria e não apenas fazer os serviços de seu amante.
É aí que o filme tem o seu primeiro embate, pois Baby e seus amigos vão ao ABC Bailão sem o Ronaldo e lá ele conhece o coroa Alexandre ( Marcelo Várzea), que o leva para sua linda casa e enche o menino de presentes.
Ronaldo, em uma parada psycho killer passa um período em baixa. Se fode todo, mas Baby, cansado do coroa, volta pra casa de Ronaldo, que a princípio não o quer de volta. Mas, e a co- dependência?
E assim, é a vida de Baby, Ronaldo, Alexandre, Torres, Mozart, Zika e muitos mais ...
Baby ainda queria uma coisa: Reencontrar sua mãe.
O problema, é que seu pai, que acaba de sair da polícia militar não o aceita como gay e não se importa de o filho estar longe da família.
E assim é a vida de Baby e todos aqueles novamente ...
A cena de Baby e Ronaldo na laje de sua casa é tão bonita, que o diretor a repete no final com um pouco mais de minutagem e encerra o filme.
Destaque para a música " Monday, Tuesday ....Laissez-moi danser " da Dalida, que toca quando eles estão no ABC Bailão, para os entornos da Praça da República tão emblemática e com centenas de opções de tudo quanto é gosto para quem quer turistar por São Paulo.
Termino com uma frase de Flávio Cafiero em seu livro " Diga que não me conhece " - " A andorinha é o bicho mais feliz do mundo "
Assistam Baby, no Canal Brasil !