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terça-feira, 18 de outubro de 2022

" O Palestrante " OU Já Passou Por Outra Pessoa Alguns Dias ?



 Assisti ao filme " O Palestrante " de Marcelo Antunez, com o Porchat e a Dani Calabresa. O sentido era dar uma relaxada, e ver algo mais leve. Consegui.

O filme conta a história de Guilherme ( Fábio Porchat), um executivo que trabalha há anos em uma empresa, e que se vê desesperado frente a uma demissão inesperada.

Chegando em casa, para colaborar com o dia, recebe a notícia da mulher ( Letícia Lima), que está indo embora, pois tem outro homem.

A relação já não ia bem mesmo, e a mulher era muito chata, uma dentista que o obrigava a passar fio dental toda hora e enxaguante bucal, senão nem o beijava e nem deitava com ele.

Por um acidente na empresa, ele tinha uma viagem marcada para o Rio, pegou sua bolsa e viajou pra longe de tudo isso.

Chegando lá, tinha uma plaquinha chinfrim o esperando e uma melhor com o nome de Marcelo.

Ele escolheu a do Marcelo e foi com uma bela mulher para o carro que estava esperando.

A mulher, dona de uma empresa de pinos e plugs elétricos esperava um palestrante, que daria uma palestra motivacional em um hotel em Itaipava- RJ para os funcionários a ponto de melhorar a sua imagem na empresa, pois ninguém gostava dela.

Guilherme, ou Marcelo, se esquivava no caminho até o hotel sobre a palestra, teve um momento de hesitação no check in do hotel e depois foi para o quarto.

Começaria ali um novo homem, uma nova profissão, e sai fora tudo aquilo que não lhe pertence.

O motorista Joel ( Antônio Tabet), que era muito engraçado e tosco, acabou por descobrir a farsa, e o chantageou para ficar em seu quarto que era melhor.  

Entre os funcionário: Mari ( Miá Mello), Sandoval ( Otávio Muller) e Paulo Vieira.

Seriam uns três dias de palestra, e haja assunto para Marcelo, Guilherme fazer com que esse povo goste de sua atuação.

Ele terá que se virar nos trinta para satisfazer Denise ( Dani Calabresa), que ele acabou sendo fisgado por ela, e parece ter pintado aí uma nova paixão.

Serão dias interessantes, com vários fatos novos, presença de um amigo de colégio no hotel ( Rodrigo Pandolfo) e sua mãe Maria Clara Gueiros.

Será que Marcelo/Guilherme vai se safar dessa presepada ? E o verdadeiro Marcelo?

Denise aceitará suas desculpas pela fraude?

Ainda no elenco: Débora Lamm, como funcionária da empresa que Guilherme trabalha, Roberto ( Ernani Moraes), o diretor da empresa que despediu Guilherme e Evandro Mesquita, passageiro do vôo que Guilherme pegou para o Rio.

Destaque para Otávio Muller, Maria Clara Gueiros e Antônio Tabet com ótimas atuações.

Valeu !



segunda-feira, 17 de outubro de 2022

" A Hora da Estrela Ou O Canto de Macabea " OU Teatro Musical com a Excelente Laila Garin




 Que felicidade poder assistir " A Hora da Estrela Ou O Canto de Macabea " no Teatro do SESI em Ribeirão Preto e poder ver pessoalmente Laila Garin.

Sou fã dessa atriz/cantora, a acompanho em seus trabalhos na TV e também na música e agora finalmente tive a chance de vê-la atuando e cantando.

E foi tudo isso mesmo que eu pensava.

Com a direção de Andrea Alves, texto de Clarice Lispector , adaptação e direção de André Paes Leme e música original de Chico César.

Laila Garin é Macabea, mulher frágil, datilógrafa, que sai de sua Alagoas e vai para o Rio de Janeiro.

Lá, ela se torna invisível, risível mesmo aos olhos das pessoas, que não a enxergam, não lhe respeitam como mulher e como ser humano, desprezando- a e humilhando -a.

Ela que foi com sua parente, uma prima ( Cláudia Ventura), que vem logo a falecer, deixando a sozinha na cidade grande e sofrendo para poder arrumar um canto para morar, amontoando com outras pessoas.

Lá, ela conhece Olímpico ( Leonardo Miggiorin), que se torna o primeiro namorado. Ele nem a beija, nem a tem, e vive em destratá-la.

Quando conhece a amiga de quarto, a troca e joga ás traças, sem dó nem piedade.

Macabéa é personificada pela atriz, que canta sua tristeza, e mostra o quão abjeta é sua vida.

A leveza com que o tema é retratado na peça me chama a atenção. A dinâmica de palco e de objetos de cena é frenética.

A interação dos músicos com os atores é essencial. A iluminação é digna de nota, principalmente no início da peça.

Todos os atores estão descalços, assim como os músicos. Os homens vestem uma camiseta com a imagem de Jesus.

As mais de duas horas de peça passam sem você perceber. As músicas são lindas, principalmente " Vermelho Esperança ".

Não podemos ficar sem ver texto de Clarice Lispector e nem uma apresentação de Laila Garin.

Assistam por favor " A Hora da Estrela Ou O Canto de Macabea " !

" Alcarras" OU Sempre A Mesma História ( Quando Algo Começa a Dar Certo, Lucro, Vem Alguém Para Estragar)


 Assisti ao filme espanhol, que  ganhou o Festival de Berlim e possivelmente será o candidato ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro pela Espanha em 2023. O filme acabade entrar na grade do MUBI.

Falo de  "Alcarras " filme da diretora Carla Simon, cidade da Catalunha, onde a família de Quimet (Jordi Pujol Dolcet) vive e trabalha com a terra. Eles são produtores de pêssegos.

As terras deles ficam em um local bem afastado, não se vê nada. Somente a casa deles. E eles vivem bem, trabalham todos juntos, e são felizes. Claro que há algumas diferenças, e que de vez em quando acontece algum arranca rabo.

Um dia, eles descobrem que não têm o  documento das terras que utilizam e isso poderá implicar na perda das terras.

Os reais proprietários querem instalar painéis solares no local. E então, a família de Quimet tem até o final do verão para entregar as terras.

O que se vê é um desespero em poder salvar toda a safra de pêssegos para poderem ainda ganhar algo sobre o que plantaram.

Com algumas cenas na vila, à noite, mostrando um recorte da vida social dessa família e alguns problemas, o filme centra-se basicamente na vida do campo mesmo.

A cena inicial das crianças brincando no carro velho e inutilizado é fantástica.

O final é triste e infelizmente cai na frase que dei subtítulo ao filme.

Recomendo !

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

" Ilusões Perdidas " OU A Lei do Quem Dá Mais, Leva.

 



Assisti ao bem comentado e aclamado filme ganhador do Cesar de 2022 " Ilusões Perdidas " de Xavier Giannoli. Baseado no livro homônimo de Honoré de Balzac.

O filme começa em uma pequena vila do interior da França, Angoulême, onde o jovem Lucien ( Benjamin Voisin), que trabalha com a irmã em uma tipografia e nas horas vagas escreve seus poemas e é amante da Baronesa Louise de Bargeton ( Cécile de France), não vê outra saída que fugir para Paris para crescer e quem sabe ser um grande escritor.

Lucien é apaixonado pela literatura, a respeita muito e tem o sonho de levá-la consigo com muita fidelidade.

O problema é que o romance com a Baronesa está por causar problemas na pequena vila, já que ela é "casada " com um homem muito velho, mas poderoso do local, e que descobre o caso dos dois, ameaçando o rapaz de acabar com ele.

A Baronesa resolve ir para a casa da prima, uma Marquesa importante em Paris e Lucien acaba por fugir junto, chegando a grande cidade luz, com sua amada.

Lá, um amigo da Baronesa, trata logo de tirar o garoto da alçada da bela mulher e arruma um cantinho para o poeta.

Agora, Lucien deve seguir com suas próprias pernas e ganhar o seu dinheiro para se sustentar.

Lucien teve a oportunidade de aparecer em uma primeira festa de gala com a Baronesa e ali conhecer algumas pessoas.

Ele conhece o jornalista Étienne Lousteau (Vincent Lacoste) que lhe apresenta o mundo " podre " da imprensa e lhe arruma emprego no jornal de Finot ( Louis Do de Lencquesaing).

Em uma segunda oportunidade, Lucien vai com Lousteau em um teatro, e aí surge a bela atriz  Coralie (Salomé Dewaels), sua grande paixão.

Nesse processo, conhece também o escritor Nathan (Xavier Dolan), quando vai tentar levar seu livro de poesias para o editor Dauriat ( Gerard Depardieu).

Perceber como funcionava todo esse processo de editar um livro ou não, de gostar de uma peça ou não, de publicar uma notícia verdadeira ou não, nos remete a pergunta : Será que hoje tem alguma coisa parecida com isso que ocorreu em 1820 na França ?

Lucien conheceu também a Marquesa D " Espard, quando foi à primeira festa em Paris com a Baronesa Louise, e pelo fato dela ter muito influência até com o Rei, Lucien estará sempre no radar dela, para o bem e para o mal. Ela é quem decide.

O filme é dinâmico, com muita informação, figurino bonito e da época, e todo o charme da cidade luz e sua gente, que desde aquela época fumegava a todo vigor.

Ótimo filme, vale a pena assistir. 


terça-feira, 11 de outubro de 2022

" Vortex" OU O Dia a Dia de Um Casal de Idosos



 Mais um presente do MUBI para nós expectadores: " Vortex " do diretor Gaspar Noé, filme que abriu o Festival de Cannes de 2021. 

O filme começa a mostrar em câmeras separadas, divididas, o acordar de um casal de idosos, na preparação de seu café da manhã e rotina diária.

Ele ( Dario Argento), um escritor e Ela ( Françoise Lebrun), uma psiquiatra aposentada. Alex Lutz é Stephan, o filho.

Logo no início, temos uma citação por Ele de  Edgar Allan Poe que trata da angústia de uma pessoa que está morrendo, diz que “a vida é um sonho dentro de um sonho”.

Você verá passo a passo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia a evolução de um casal de idosos com demência e pós AVC que tenta não ficar demente também.



É impressionante como Françoise Lebrun dá um tom de realismo em seu personagem a ponto de te deixar irrequieto, ensandecido com sua interpretação.

O filme é lento, assim como é a evolução da doença crônica, e em certos momentos te dá aflição de que algo ruim possa acontecer.

Como médico fiquei impressionado com o filme e com a capacidade que ele tem de nos tocar. 


Além do casal ter problemas, o filho, que agora tenta cuidar deles como pode, é um ex dependente químico, que já fora internado, e agora está em fase de reabilitação, provavelmente já deveria ter dado muito trabalho aos pais.

Stephan tem um filho pequeno, Kiki, e sua mulher parece que também está internada pelo mesmo motivo.


Complicado. E a gente nota que lá em Paris, o seu problema é o seu problema, ninguém te ajuda muito não.

Eu daria um Oscar para Françoise Lebrun, ela me deixou muito impressionado.


Gostei demais das câmeras divididas de Gaspar Noé.

Vale a pena ver e sentir o filme no MUBI.
 



segunda-feira, 10 de outubro de 2022

" O Truque da Galinha " OU Não Vá Pensando em Ver Nada de Mágica !




 Assisti ao " O Truque da Galinha ", filme Egípcio que foi aclamado no Festival de Cannes, do diretor Omar El Zohairy.

O filme mostra uma família paupérrima, que mora em uma casa de aluguel no meio da poluição, a casa é imunda, paredes e pisos inconcebíveis de se acostumar, e uma mãe de dois filhos pequenos e um bebê de colo, que é subestimada e humilhada pelo marido, seguindo mais ou menos a hierarquia machista egípcia.

O marido trabalha, mas o aluguel está atrasado e a família sofre por isso por causa dos credores batendo à sua porta.

No aniversário do filho de 4 anos, o pai dá uma festinha e convida amigos e familiares, além de um mágico.

Na hora do truque da galinha, o pai desaparece e não retorna mais. Virou galinha !

Todos ficaram inconformados e agora a mulher ( Demyana Nassar) terá que se virar em duas. Trabalhar que nem louca para colocar comida em casa, além de diminuir a dívida do aluguel .

O que essa mulher faz para dar de comida aos filhos é impensável. E sem dizer quase uma palavra.

A situação é muito complicada. As condições de vida são as piores possíveis e você que pensava em assistir um filme alegre com mágicas vê a degradação total do ser humano.

O dinheiro egípcio todo rasgado, sujo, como se não valesse nada mesmo. E aquelas vidas ?

O filme dá uma reviravolta final e a mulher termina melhor de quando começou.

Quer entender um pouco do que é a pobreza? Veja esse filme egípcio. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

" Dahmer: Um Canibal Americano" OU Tudo Vem Após Uma Família Disfuncional



 

Assisti o grande sucesso pesado da Netflix no quesito de crueldade: " Dahmer: Um Canibal Americano" , criada por Ryan Murphy, ela tem Evan Peters no papel do serial killer Jeffrey Dahmer.

A série tem 10 episódios e mostra a infância conturbada do Jeffrey, o bullying na escola, seus gostos esquisitos, a mãe totalmente ensandecida, o pai, egoísta, sempre trabalhando e dando pouca assistência em casa. 

Jeffrey presenciou desde pequeno várias brigas entre os pais, e várias tentativas de suicídio da mãe com barbitúricos e sedativos.

Ele ainda teve outro irmão, que ficou com a mãe, que separou do pai quando Jeffrey tinha 17 anos, que passou a morar sozinho.

O pai, Lionel ( Richard Jenkins) ensinava o garoto a dissecar animais mortos encontrados na estrada, a abrir peixes, e na escola ele adorou dissecar um porco.

Jeffrey bebia muita cerveja. Uma atrás da outra, mas drogas, não.

Ele começa a praticar os seus crimes contra homens levando- os para seu apartamento, dando bebida batizada, eles dormiam e Jeffrey começava o serviço. Cruel. Muito cruel mesmo.

Como Jeffrey tinha o problema de abandono, ele guardava as suas vítimas com ele dentro de seu apartamento. O cheiro ? Muito forte, a ponto da vizinha Glenda ( Niecy Nash)  o questionar sempre.

O que me chamou a atenção logo de cara foi a trilha sonora da série, muito típica dos anos 70,80 e 90 e um contraponto interessante com a cena dos crimes.

Nossa, tá pesado conseguir finalizar a série. As peripécias de Jeff Dahmer são terríveis, cruéis e inimagináveis.

A cada episódio, volta-se nos casos em que ele matou cada um e de forma diferente. Detalhe: Ele sempre guarda a carteira de identidade deles.

“Cheguei a planejar montar um altar com 10 crânios e esqueletos diferentes. Era a minha maneira de lembrar a aparência deles, a beleza física deles. Eu também queria manter... se eu não pudesse mantê-los lá comigo inteiros, eu pelo menos poderia manter seus esqueletos.” – Jeffrey Dahmer

Fiquei chocado com a morte de um surdo muito querido, que até criou um vínculo com ele, se comunicavam por bilhetes, até que quando foi à sua casa, e também foi algo diferente de todos, e ele tinha ido embora. Mas retornou porque esqueceu suas chaves.

E a polícia não dando a mínima às denúncias de suspeita de algo estranho no apartamento de Jeff, pelo fato de que ele é branco. Pelo fato de estar em um bairro de negros. Pelo fato de a denunciante ser negra. Pelo fato de as vítimas serem negras.

A série também entra no campo do tribunal, e mais uma vez fica clara a xenofobia e o racismo, fazendo prevalecer o privilégio da raça branca.

E o pai dele, que agora está casado com outra mulher ? Sempre na margem, para não saber que o filho é além de vagabundo, inútil, alcóolatra, um homossexual.

Muito cruel, muito pesada, acredito ser uma série bem pior que qualquer filme de terror. Te angustia assistir. 

E ele levando os homens para a casa de sua avó, e depois de dopá-los leva os para o porão para desossa- los.

“O assassinato foi um meio para um fim. Essa foi a parte menos satisfatória. Eu não gostava de fazer isso. É por isso que tentei criar zumbis vivos com ácido úrico na broca [na cabeça], mas nunca funcionou. Não, matar não era o objetivo. Eu só queria ter a pessoa sob meu controle total, não ter que considerar seus desejos, poder mantê-la lá o tempo que eu quisesse.” – Jeffrey Dahmer

Depois da sentença final, e obviamente de mais de 100 anos de condenação, Jeff se aclama na prisão e engraçado, que mesmo ali condenado, quando o pai vai visitá-lo na cadeia, ele se rende ao filho, como se ele não tivesse matado 17 jovens.

“Agora acabou. Isso nunca foi um caso de tentar se libertar. Eu nunca quis liberdade. Francamente, eu queria a morte para mim. Este foi um caso para dizer ao mundo que fiz o que fiz, mas não por motivos de ódio. Eu não odiava ninguém. Eu sabia que estava doente ou mal ou ambos. Agora eu acredito que eu estava doente. Os médicos me falaram sobre minha doença, e agora tenho um pouco de paz. Eu sei quanto mal eu causei... Graças a Deus não haverá mais mal que eu possa fazer. Acredito que somente o Senhor Jesus Cristo pode me salvar dos meus pecados... Não peço nenhuma consideração.” – Jeffrey Dahmer"

Há uma grande reflexão de Lionel, o pai, como sendo o responsável pelo estilo de vida do filho, mesmo assim, ele não muda seus hábitos e seu jeito de ser: egocêntrico, relapso, ausente e individualista.

Lionel até lança um livro com a história do filho e ainda sugeria um filme, que não deu certo.

A mãe de Jeff aparece no final, toda tresloucada, com vergonha de tudo e ainda em litígio com Lionel.

Não se fala mais nada do irmão menor de Jeff e nem ele aparece em alguma cena.

Achei a série muito bem produzida pela Netflix, e percebi que cada episódio um diretor era o responsável pela direção do mesmo.

Muito bom. Precisa de um bom estômago. Assistam ! Evan Peters merece um prêmio por sua atuação ímpar.

  


" Dustin" OU Festa Estranha Com Gente Esquisita


 Assisti no MUBI, ao curta metragem francês : "Dustin ",  dirigido por Naïla Guiguet de 2020.

 O filme é uma festa tipo rave com música techno e muito jovem dançando, curtindo, usando droga, bebendo e quem sabe até fazendo sexo.

O curta de 20 minutos tem Dustin Muchwitz como Dustin, e o namorado Félix ( Félix Maritaud), bem conhecido de filmes franceses, principalmente LGBT.

Dustin e Félix ainda têm a companhia de Raya ( Raya Martigny) e mais um amigo brasileiro que vive ilegalmente na França.

Eles saem meio que banidos da festa pelo uso de drogas e uma amiga, Lucie ( Lucie Borleateau) os resgata e leva para sua casa continuar o clima de bebedeira e drogas.

Eles pedem a um rapaz que leve mais cocaína para eles, que também fica pra participar um pouco do momento.

Erwan ( Erwan Fale) até experimenta uns beijos e amassos em Dustin, que está chateada por ter visto Félix com outro rapaz na festa.

Um momento bem contemporâneo e real do que acontece no mundo inteiro nas festas e com os jovens.

No MUBI.


segunda-feira, 3 de outubro de 2022

" Nope ( Não! Não Olhe !)" OU Força Misteriosa em Um Rancho na Califórnia

 


Assisti ao tão comentado filme de Jordan Peele - " Nope ( Não! Não Olhe !)" que novamente conta com o impecável Daniel Kaluuya como protagonista.

Ele é O.J. um criador de cavalos em um rancho na Califórnia, que junto com sua irmã Em Haywood ( Keke Palmer) cuidavam e arrumavam os cavalos para aparições em filmes e programas de TV.

Acontece, que de repente alguma coisa começou a não dar certo no rancho e os cavalos também acusaram esse " problema".

O.J foi comprar câmeras para um melhor controle das áreas de seu rancho, e o vendedor Angel (Brandon Perea) foi instalar e passou a se interessar pelo que estava acontecendo ali.

Parece que algo externo estava perturbando os irmãos e a área do rancho assim como do parque de diversões de Jupe ( Steven Yeun), que morava com as filhas e sua esposa e administrava um grande parque de entretenimento.

O filme vai intensificar depois de um tempo essas invasões externas, e o pessoal da tecnologia vai entrar em ação para tentar entender o que acontece.



O diretor Jordan Peele tem uma razão para esse tipo de leitura. Nada é tão ficção científica.

O filme tem o seu clímax final e uma mensagem subliminar do cinema para com seus pares.

Valeu ! Não Olhe !