Powered By Blogger

terça-feira, 26 de novembro de 2024

" Emília Perez " OU Filme com Textura de Sonho Kitsch



Assisti ao controverso filme " Emília Perez ", dirigido por Jacques Audiard e representante da França na briga pelo filme de Melhor Estrangeiro no Oscar 2025.

O longa é livremente adaptado do romance ‘‘Ecoute’’, de Boris Razon.


O filme começa com a advogada  Rita (Zoe Saldaña) ganhando um processo de um criminoso e tirando-o da cadeia, como de costume.

Com esse sucesso, ela recebe uma ligação e a mesma poderá mudar a sua vida.

Ela é pega pelos seguranças do chefe do narcotráfico mexicano “Manitas” e levada até ele encapuzada para uma conversa e uma proposta.

Depois de muitas mortes, procurado, caçado pela polícia e inimigos, Mamita quer uma coisa que deseja desde quando ele nasceu: Ser uma mulher !

Assim, pede a Rita que vá atrás de uma cirurgia de transição de gênero para ele, e leve sua mulher Jessi ( Selena Gomez) e seus dois filhos para a Suíça para uma proteção completa dos mesmos.


Após tudo isso acontecer sem erros, Rita ficaria milionária. Mamita tornaria Emília Perez ( Karla Sofía Gascón).

O filme tem um novo mote, agora com Emília, uma empresária e Rita, advogada em Londres.

Logo, os dois se reencontram, e agora o pedido é que Rita leve os filhos de Emília para o México e os acomode na casa de uma irmã de Mamita.


O filme é musicado, e é nesse tema que na minha opinião, não se saiu bem, já que parece canções para alunos da 5ª série.  Talvez seja proposital, não sei o que o diretor pensou a respeito.

De qualquer forma, concordo com algumas opiniões dizendo que o filme escorrega para um pastelão e soa um pouco brega.

Mesmo assim, todo esse distanciamento de mundo do crime / narcotráfico x  transexualidade x musical tem também o seu olhar diferente, que o leva a estar em várias listas de melhores filmes do ano e também em festivais e premiações.

Vamos ver o que virá pela frente. Com relação às atuações, gostei da Zoe Saldaña.
    

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

" A Flor do Buriti" OU A Sensibilidade para um Problema Antigo



Assisti ao filme " A Flor do Buriti",dirigido por João Salaviza e Renée Nader Messora, que entrou no catálogo da Netflix.

O filme traz um prenúncio de algo ruim que irá acontecer na aldeia e que acontece até os dias de hoje.

Os povos indígenas sangram sem parar. Os fazendeiros, grileiros e aproveitadores do solo alheio matam sem parar e sem dó. Não reconhecem os indígenas como gente.



É preciso sensibilidade para assistir a todos esses filmes que tratam da Amazônia, da população indígena e de como isso está se acabando assim como as guerras, que exterminam em outros lugares, assim como os homens às mulheres e assim segue a cadeia dos mais fortes em relação aos mais fracos.

Me dá muito medo às vezes de estarmos realmente de passagem por aqui. Não sou nada. Eles comandam tudo. Não sabemos de nada do que realmente acontece e que é verdade.

Muito triste tudo isso.


Aonde temos exemplos de mandatários presos e condenados por crime contra o povo indígena ?


" Saudade Fez Morada Aqui Dentro " OU Versão Sertão de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho


Assisti ao filme " Saudade Fez Morada Aqui Dentro " , dirigido por  Haroldo Borges, que  apresenta o jovem Bruno ( Brno Jeferson) de 15 anos, que mora em um bairro humilde do interior da Bahia.

 Vivendo uma adolescência ativa e comum, o garoto recebe uma notícia que abala tanto sua base familiar,  composta por uma mãe solo ( Wilma Macedo) e um irmão mais novo Ronnaldy Gomes: Ele tem uma doença degenerativa e progressiva que o deixará cego a qualquer momento.

Bruno tem problemas na escola com alguns colegas de classe, é apaixonado por uma garota que o instiga, mas na hora do vamos ver, dá para traz, e ao longo das consultas na cidade na oftalmologista fica cada vez mais nervoso e agressivo pelo fato de algum dia ficar cego.

No filme vemos uma mãe correndo atrás e dando todo o suporte para o filho sendo pai e mãe ao mesmo tempo, e o irmão mais novo o ajudando a todo instante no que ele precisa.

É um retrato bem fiel do que temos nesse nosso interior, de forma simples, do forrozinho à noite, do preconceito às minorias, e dos recursos que são escassos.

Ao mesmo tempo, não fugimos muito disso e que mais Brunos tenham muita força para viver com os seus problemas, pois se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. 

" Correndo Atrás " OU Filme com o Melhor Ator de Cinema do Brasil

Assisti ao filme " Correndo Atrás " de Jefferson De, que tem no protagonismo o excelente e magnânimo Aílton Graça como Ventania.

Correndo Atrás é baseado no livro Vai Na Bola, Glanderson!, de Helio de la Peña, que além de autor é ator (o personagem Berinjela).


Ventania para variar está desempregado, e há 3 meses não paga a pensão do filho para a ex mulher, além de dever até para traficante na comunidade.

No fundo do poço, eis que surge uma luz no fim do túnel ao conhecer Glanderson ( Juan Paiva), garoto simples, da comunidade que sonha em jogar futebol e mostra que tem talento.

Ventania ataca de empresário e tenta dessa vez se dar bem na vida, pagar o que deve e ainda ser rico com o menino de ouro.

O duro que de tanto aplicar golpe nos outros, não é que o ardiloso Ventania acaba caindo em um na viagem à São Paulo para levar o menino para um time.

O filme vale pela atuação de Aílton Graça, que por si só leva o filme para casa.

É isso. Canal Brasil ! 

" Nóis por Nóis " OU O Rap X Polícia


Assisti ao filme " Nóis por Nóis de Aly Muritiba e Jandir Santin, pelo Canal Brasil, onde retratam jovens querendo seu espaço na periferia de Curitiba.

O filme tem em seu núcleo principal e seguirá sempre com ele, 4 amigos inseparáveis: Japa, Café Mari e Gui.

Mari focada em participar das finais de um concurso de rima; Japa vende produtos de seu" chefe"; Gui preocupado com a bilheteria; Café apenas quer se divertir.


 

As coisas começam a ficar feia quando a polícia intervém na vida desses quatro, por causa das rimas, e quer cercear  celular deles.

A correria agora é a hora, e eles se dividem , gravam a ação da polícia, jogam a merda toda no ventilador. e a polícia dando suas versões sobre os jovens.

Japa não aguenta, sai de casa e tenta sair da comunidade de qualquer jeito com medo de morrer igualmente aos seus amigos.


Como de sempre, um bom filme de Aly Muritiba mostrando a realidade da periferia brasileira.


" Cidade By Motoboy" OU Preconceito De Qualquer Jeito


Assisti ao curta metragem " Cidade By Motoboy " de Mariana Vita, que traz o corre de um motoboy preto nas entregas à noite de comidas pedidas pelos clientes, fato que teve um aumento absurdo desde a pandemia.

Tudo ocorre bem, quando um cliente ao ver o motoboy com sua entrega diz que demorou muito, ele já havia comido outra coisa e ainda questiona o que ele estava fazendo alí. 

Jorge Neto o ator que faz o motoboy encerra a noite arrasado, mas com a compreensão do namorado interpretado pro Dante Preto.

Vários recortes em uma pequena história para discutirmos.  

" Cavalo Marinho " OU 32º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade


Assisti ao curta metragem " Cavalo Marinho " de Leo Tabosa, com Tuca Andrade no papel do filho, Divina Valéria ( A Mãe).

É São João, e Francisca, a mãe está recebendo o filho que mora longe em casa novamente.

Ele põe a fogueira como o pai arrumava, ajuda a colocar as bandeirinhas, e nesse intervalo conversa muito com a mãe sobre assuntos nunca conversados.

Ela, morrendo de vontade de falar sobre como foi sua criação, já que ele perdeu o pai criança, e coube a ela todo esse amparo.

Ele achava que o pai era garanhão, que pulava a cerca, mas não esperava o que a mãe tinha para revelar.

Interessante.

" Raposa " OU 34º Cine Ceará




Assisti ao curta metragem " Raposa " de  Margot Leitão e João Fontenele, que fez parte do 34º Cine Ceará.

O curta conta a história de Lelé ( João Fontanele), um diarista que trabalha na casa de uma senhora, mas vive de olho na casa da vizinha, que segundo as más línguas é doida varrida ( Margot Leitão).

A visualização é mútua e a vizinha também olha com carinho para Lelé.


Ele se preocupa com os sons que ouve da casa dela e quer tirar isso a limpo a fim de descobrir de onde veem.

O final é arrebatador.
 

" Sílvio " OU Apenas o Recorte dos Sequestros


Assisti ao filme " Sílvio " de Marcelo Antunez, que traz Rodrigo Faro como personagem principal no papel do dono do SBT e de um dinheiro incalculável, adquirido com seu trabalho, astúcia e empreendorismo durante toda a sua vida.

O diretor faz um recorte da vida de Sílvio e passa ao expectador apenas o sequestro de sua filha e depois o próprio sequestro do apresentador em sua própria casa. 

Temos também o destaque do sequestrador Johnnas Olivas ( Fernando Dutra Pinto), que o diretor fez questão de dar ênfase em seu papel, em suas características emocionais e do porque ele estaria realizando aquele crime.

Para quem esperava ver a história de Sílvio Santos, não verá nesse filme. Infelizmente não temos também um intérprete à altura do maior comunicador do Brasil, seja pela aparência física seja pelo carisma.



Assim por curiosidade, se alguém quiser assistir o filme como eu que nem lembrava desses sequestros, veja-o ! 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

" Os 4 Da Candelária " OU Uma Chacina Desproporcional

 


Assisti ontem de uma vez só a minissérie " Os 4 da Candelária " dirigido por Luis Lomenha e Márcia Faria.

A minissérie em 4 capítulos é bem didática e foca nos 4 adolescentes que moravam na escadaria da igreja na época do fatídico dia.

Andrei Marques, Samuel Silva, Patrick Congo e Wendy Queiroz são : Jesus, Douglas, Sete e Pipoca.



Eles são os protagonistas e cada episódio corresponde a um deles com toda a cronologia das horas até o ato cruel.

O crime aconteceu em 1996 e a trama explora as 36 horas que precede o acontecimento.



Os quatro são espertos, roubam, conversam bem, só pensam em terem dinheiro para gastar, comer, vivem nas escadarias da igreja, e juram que foram os seus avós, bisavós e tataravós que ajudaram a construi-la.


Teremos uma série de fatos nessas 36 horas como o roubo da fábrica de chocolates, o flashback lá atrás da vida de cada um deles quando criança mesmo, a separação dos pais, a parceria com os novos amigos da rua e o terror que causam quando querem dinheiro para pagar alguma coisa que encasquetam na cabeça.


Destaque para a cena de Sete com Bruno Gagliasso, dono de uma loja, pai de família, onde tem Sete como amante, fora do casamento e em certo momento passa apertado com o fato de o menino estar no encalço da polícia.

Interessante a gente não esquecer de um caso de 1996 que abalou o país.

Na Netflix !