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domingo, 27 de agosto de 2023

" Homebird " OU Voltando Para Casa


 Assisti ao curta metragem " Homebird " de Caleb J. Roberts, onde à beira mar, um pai se reencontra com um filho ( Peter Young) que se assumiu gay tempos atrás e saiu de casa para morar com o namorado, largando pai e mãe que não o entendiam.

Na conversa breve, frente ao mar, dentro do carro e após brincarem em barraquinhas de um parque de diversões que lá existia, eles acabam por se entenderem relativamente, enquanto a mãe não se cansa de enviar mensagem para um celular ultrapassado do pai ( James Doran ) querendo saber notícias do filho e mandando perguntas.

O final ocorre tudo bem .

"BR3 " OU A Noite Não Há Sol



 Assisti ao curta metragem " BR3 " de Bruno Ribeiro, onde três mulheres estão em cena e na cena propriamente dita para mostrarem o seu empoderamento.

Kastelany chega na casa da Luciana. pensa que ela não sabe se produzir? Dá um show.



Mia se prepara para sair à noite com suas amigas. Quer um hot dog completo.

Dandara transa com Johi. É a mulher trans tomando conta da parada.


Três mulheres trans, três histórias, três exemplos de que cada dia deve ser aproveitado.

O filme foi apresentado no Festival Internacional de Rotterdam, em 2019. 

sábado, 26 de agosto de 2023

" Août " OU O Match Que Não Rolou


 Assisti ao curta metragem francês " Août " de Louis Thines, que nos leva para o verão europeu, onde Louis, adolescente viaja para encontrar uma amiga, Roxane ( Roxane Herault).

Lá, eles conversam, arrumam a casa, preparam comidinhas, e até uma festa para a noite.

Nessa festa, Louis ( Louis Thines) flerta com um garoto loiro , Jeremy ( Jeremy Papallardo), que o convida para ir à casa dele, que está sem ninguém.

Os dois vão, nadam, tomam sol, e na hora que o garoto se aproxima de Louis ele hesita e não aceita a investida.

O que será que aconteceu?

" Lloyd Neck " OU Acertando Ponteiros


 

Bonitinho o curta metragem " Lloyd Neck " de Benedict Campbell, que traz uma dupla de irmãos Alex  e Taylor ( Aaron Michael Davies), que se dão muito bem enquanto sua mãe está de viagem e eles estão sozinhos em casa.

Alex questiona Taylor sobre o seu amigo Jesse ser gay e gostar dele, mas Taylor despista a irmã e nega tudo.

Jesse ( Brian Dare) por sua vez, aparece e convida Taylor e Alex para irem dar uma volta no parque.

Nesse dia, Alex tira fotos e conclusões sobre seu irmão e seu possível amor incompreendido.

" Simples Assim " OU O Céu Há de Ser Blue


 Excelente o curta metragem " Simples Assim " com o roteiro de de Felipe Cabral, que já tem vários outros curtas metragens e tudo o que faz, é com muito bom gosto e bem produzido e a direção de Luciana Bitencourt.

Não foi diferente, com " Simples Assim", que desde a escalação dos atores, no caso de Dida Camero, já nos daria uma certeza de que algo bom viria por aí.

E minha expectativas se confirmaram, com uma história comum e usual nas famílias brasileiras, onde o filho é gay e não quer contar para os pais, ou nesse caso, ele até conta para um deles e esconde de outro.

Maurício ( Pablo Pegas ) é o filho do casal e o mais legal de tudo é a linguagem que o pai de Mau ( Charles Fricks) tem ao explicar e conversar com a esposa Joana ( Dida Camero).

Leonardo Bianchi completa o elenco fazendo o atual namorado de Maurício, que frequenta sua casa e é aceito pelos pais dele.

Finalizando, o enredo é habitual de muitas outras histórias que já conhecemos e vimos em curtas e filmes, mas o mais legal de tudo foi a linguagem que o pai de Maurício usou ao dialogar com sua esposa Joana. Isso para mim foi fundamental para diferenciação do curta metragem.

O curta está disponível no Youtube e além de participar de vários festivais, foi vencedor de vários prêmios, como o  10º Rio Festival de Cinema LGBTQIA+ (Brasil.2021) ; O 26º OutSouth Queer Film Festival (EUA.2021); Out At The Movies International Film Festival Winston-Salem 2021 (EUA.2021); 10º Dublin International Short Film and Music Festival (Irlanda.2021) ; Out On Film: Atlanta’s LGBTQ Film e The Palm Springs LGBTQ Film Festival (EUA.2021).

Valeu Felipe Cabral por mais um sucesso !

" Primo " OU Caçar para Provar a Masculinidade


 

Assisti ao curta metragem italiano " Primo " de Federica Gianni, que se passa em uma vila, na Toscana.

Lá, Primo ( Teodoro Giambanco), vai conhecer a mãe de sua namorada e sai para caçar com o pessoal local.

Primo nem sabe pegar em uma arma direito, e no meio da mata, brincadeiras como mostrar o pau, como fez Dario ( Lorenzo Frediani), o deixaram um pouco incomodado.

Parece que o pessoal dali tem uma mentalidade bem abaixo da que ele está acostumado na cidade.

Inclusive nesse brincadeira de atirar, parece que ele acertou sim, mas o animal errado.


" Narcissus " Ou Olhando Para Um Homem Nu, de Christina A. West




 

Assisti ao curta metragem " Narcissus " de Christina A. West, que tem  como subtítulo Olhando para um homem nu.

Você começa a ver um homem branco, nu, andando e se contorcendo em várias posições sobre um espelho.

Dessa forma, você observa todo o seu corpo, como seu sexo, pênis, bunda, além do peito, pernas e pés.

É um exercício bem difícil principalmente para o ator, que será exposto ao propósito da diretora.

Diferente.


" Veranico " OU Poesia Portuguesa em Vídeo






 

Assisti ao curta metragem português, da Ilha da madeira, " Veranico de João Brás, que traz Rodrigo ( Francisco Barradas),  que entre suas incertezas, paixões fugazes e sossego, luta para que o vento não mude a direção e traga mais incêndios para a Ilha, como aconteceu em 2016.

 O filme tem no elenco Mariça da Silva ( Laura) e Tiago ( Andrew dos Santos), e recebeu vários prêmios internacionais.




O curta traz muita doçura e delicadeza nos seus personagens e nas cenas propostas pelo seu diretor.

Vale a pena !

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

" Flamin' Hot : O Sabor Que Mudou a História " OU Uma Visão É Como Um Sonho. E Você Tenta Realizá-lo



 Assisti ao filme " Flamin' Hot : O Sabor Que Mudou a História " de Eva Longoria, que está disponível na Star Plus.

O filme conta a história de Richard  Montañez ( Jesse Garcia), um mexicano pobre que migra para os EUA, se mete com drogas, roubo de carros, mais drogas e outras coisas ilegais, que se casa com a amiga do colégio Judy ( Annie Gonzalez), que tem os seus filhos, passa por muita dificuldade financeira e que não consegue um emprego de forma alguma.

Com um empurrãozinho de um compatriota, ele consegue entrar na empresa Frito Lay  de zelador, ou de auxiliar de limpeza, limpando tudo quanto é máquina, mas que desde o início se interessa como tudo funciona ali, enchendo o saco de um dos engenheiros da empresa ( Dennis Haysbert) que acaba sendo um tutor para Montañez.

Em certo momento, com uma crise no país e na empresa, ele tem a ideia de criar um cheetos picante, voltado para a comunidade mexicana que mora na Califórnia e em todo país.

Tem a iniciativa e o arrojo de ligar para o chefão Roger Enrico (Tony Shalhoub), que humildemente escuta o seu projeto.

Não é que dá certo, e a empresa começa a fabricar o tal cheetos, fazendo com que Richard suba de cargo e tenha uma vida melhor para a sua família.

A história parece meio clichê, mas é interessante todo o processo e no caso se pensarmos em temas como xenofobia, é um bom exemplo de sucesso, nesse caso das vítimas desse preconceito, no caso, os mexicanos que vivem nos EUA.

 Valeu ! Na Star +.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

" El Houb" OU Po Deus, Que Bom Que Eu Não Sou Eu

 

Excelente o filme holandês " El Houb" - The Love, do diretor Shariff Nasr, com um final de arrebentar a cabeça.

O longa começa com Karim (Fahd Larhzaoui) , que dormiu com seu namorado Kofi (Emmanuel Boafo),  e alguém toca a campainha.

Ele achou que fosse o carteiro, e era mesmo, só que o pai de Karim, Abbas (Slimane Dazi), que  aparece de repente na porta. 

Sua família veio do Marrocos e mora na Holanda, em Amsterdam,  e claro, são muçulmanos e extremamente  conservadores.

Com esse episódio. Karim retorna à sua casa para conversar com os pais, mas sabe que será difícil.

 Fatima (Lubna Azabal),  sua mãe, é a primeira a mandar o filho para fora de casa.  Karim é forçado a tomar medidas bastante incomuns para quebrar sua cultura arraigada de silêncio, que inclui se instalar no depósito da família por dias, a menos que eles concordem em falar com ele. E também cortar a energia, a água para que a família sinta alguma coisa.

 O filme brinca em flashbacks intercalados do tempo real, onde a infância, sua maturidade, seu primo, a tentativa de casá-lo com uma marroquina, um namoro com uma holandesa que não deu certo por ele não sentir atração por mulheres  e mais dos costumes e religiosidade da família.

Karim não se aceitava nem a si próprio. Era aquele que não podia nem se tocar na rua, tinha que fechar as cortinas quando se encontrava com algum homem e por aí vai.

Tudo isso a gente sabe, e também de como se porta uma família muçulmana com relação a homossexualidade.

Mas o filme é sério, denso, com uma atmosfera nada boa para nenhuma parte. E como disse anteriormente, o final é fodástico.