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segunda-feira, 10 de julho de 2023

" Sanctuary" Ou Bomba ao Cubo



 Depois de ter visto uma crítica super positiva, mas vaga, acabei optando por assistir ao filme " Sanctuary " , dirigido por Zachary Wigon.

Mas desde os primeiros 15 minutos já não gostei, resisti e fui até o final pensando acontecer algo diferente, mas, ficaram apenas naquele ambiente de quarto de hotel e de lá não saíram os dois personagens do filme.

Hall ( Christopher Abbott) um homem que espera a chegada de uma mulher/dominatrix em seu quarto, enquanto resolve pendências no telefone e Rebecca ( Margaret Qualley), a própria.

Ela começa a fazer um jogo psicológico com ele e ele com ela. 

Mas assim, achei muito sem graça, sem sal, sem sensualidade, sem nada. E ficamos assim até o final do filme.

Espero que vocês gostem ! Eu não.

" A Lula E A Baleia " OU A Separação e Os Filhos




 Nossa, muitos anos depois, assisti " A Lula E A Baleia " , de Noah Baumbach, que está disponível na Netflix.

O filme é de 2005, mas atemporal até os dias de hoje. Probleminhas de família separada, sabe .

Então,  Bernard ( Jeff Daniels) e Joan ( Laura Linney) se divorciam e seus filhos Walt( Jesse Eisenberg) , de 16 anos, e Frank (Owen Kline), de 12 anos sofrem muito com o fato.

Bernard é escritor, já lançou alguns livros, e Joan está começando a escrever artigos para revistas e jornais.

O filme mostra muito o after disso tudo, onde Bernard arruma uma mulher bem jovem para morar na casa dele, e Joan acaba namorando o instrutor de tênis de Frank.

Temos aqui a guarda compartilhada, mas sempre aquela de que um filho preferia ficar direto com um ou outro e aqui isso acontece também com Walt seguindo os caminhos machistas do pai e Frank preferindo ficar com a mãe.

As coisas intensificam quando Joan está prestes a lançar o seu primeiro livro e aí o ciúmes de Bernard transborda a xícara, colocando o em uma situação ridícula.

Bons pontos de reflexão para podemos discutir depois em uma roda de amigos.

Na Netflix. 

sexta-feira, 7 de julho de 2023

" A Esposa De Tchaikovsky " OU O Melhor Filme do Primeiro Semestre de 2023




 Eita que filmaço esse  "A Esposa De Tchaikovsky ", dirigido por Kirill Serebrennikov que conta a história de um dos maiores músicos do passado com uma vida pessoal tenebrosa.

Pyotr Tchaikovsky ( Odin Lund Biron), que já jovem e com um determinado sucesso, aceita se casar com a lunática por ele Antonina (Alyona Mikhailova), que tinha a obsessão de ser a esposa de Tchaikvsky a partir do momento que o viu pela primeira vez.



A partir de uma carta de amor endereçada ao endereço do músico, ele responde indo à casa dela, e pelos rumores de sua sexualidade, acaba aceitando o convite de casamento.

Só que Tchaikovsky é muito atarefado e mais, não gosta de mulheres. Seu desejo é para os homens e ele não quer tocar em Antonina. Não quer beijar, não quer e não consegue fazer sexo.


Apesar de tudo, ela acaba aceitando a condição. Apenas por ficar com ele. Ela o ama de qualquer jeito.

Tchaikovsky some, não volta mais para casa e não vê mais a esposa, e tem a ajuda de seus irmãos e amigos do conservatório para afastar essa louca do caminho dele.

Eles enfiam um monte de homens para tentar chamar a atenção dela, mas ela não desiste, não quer assinar o divórcio, e nem nada.



Continua aceitando os míseros rublos que ele dá à ela mensalmente e tenta de todas as maneiras seguir com seu propósito.



Agora, já fora de casa, aluga um apartamento próximo ao do marido e mora com um amante. Ela faz sexo pela primeira vez, e faz mais, tem 2 filhos com esse homem, dá os filhos para não se comprometer, e continua querendo o seu marido.

É uma saga cruel e doentia de Antonina, que somente acaba quando o músico fica doente e morre de cólera.

Antonina ainda tem o triste fim de morrer em um hospício.


Filmaço da Reserva Imovision !

quinta-feira, 6 de julho de 2023

" Wham ! " OU O Início de George Michael




 Excelente o documentário " Wham ! " da Netflix, com a direção de Chris Smith, que te dá uma aula cronológica fidedigna de uma das maiores bandas britânicas dos anos 80.

George e Andrew eram amigos de escola desde os 12 anos, e sempre quiseram montar uma banda.

Começaram timidamente, não deu certo, e então resolveram se fixar somente nos dois.

George era o mentor das músicas, e tudo começou com  “Young Guns” e “Club Tropicana”.

Os dois eram muito amigos, e não nos foi mostrado nada entre eles. Os pais também acompanhavam de perto a evolução de seus filhos. A mãe de Andrew inclusive fez uns 40 livros com todas as fotos e reportagens que saía, com  o ranking das melhores músicas do mês nas paradas e tudo mais.

Andrew era mais agitado, tinha uma namorada, que inclusive entrou para a banda com mais uma garota, e os quatro faziam shows animadíssimos por Londres e região.

Veio  “Wake Me Up Before You Go-Go” e mais um tremendo sucesso. Começaram a fazer turnês no mundo todo, inclusive a China, que era um país inatingível pelas bandas de rock.

E por último conquistaram os EUA, lotando todos os estádios por onde passaram.

O documentário mostra também as duas aparições de George no Live Aid e Band Aid, com os melhores artistas do pop rock do momento, inclusive com a apoteótica dupla com Elton John em " Don't Let The Sun Go Down On Me ", que me fez arrepiar de rever.

No meio desses anos todo, George faz uma revelação importante para Andrew: Ele é Gay !

Andrew aceita e não dá a mínima para o fato, mas isso deixa George muito afetado psicologicamente.

O sucesso continua, e a cada dia vemos George mais destacado na dupla, sendo quase que impossível que ele não faça uma carreira solo e deixe o Wham !

Vem o último show no Estádio Wembley em Londres e a saudade de grandes momentos entre os amigos.

De verdade, gostei demais, não sabia que o Wham ! tinha tantas músicas assim, e que até Careless Whispers tinha sido gerada no grupo. 

Acredito que eles aproveitaram demais esse tempo juntos e foi muito prazeroso para os dois essa dupla.

Vale muito a pena para os amantes das músicas dos anos 80, para os amantes do Wham ! e também para os de George Michael.

Muito bom mesmo. Um dos melhores documentários que assisti.

Na Netflix.  

quarta-feira, 5 de julho de 2023

" Eisemayer " OU O Machão do Exército Austríaco



 

Finalmente assisti ao filme " Eisemayer " de David Wagner, que mostra todo o poder e a ditadura do agressivo e duro Sargento -Mor Eisemayer, que é o Cara que treina os novos integrantes do Exército e que faz os dias desses serem um inferno.

A gente já sabe de tudo isso, imagina como deve ter sido em vários lugares e em vários idiomas, e esperamos que hoje não tenhamos tantos Eisemayers como esse.

Na quarta turma de novatos, Mario Falak ( Luka Dimic), um Yugo, ou um Sérvio de nascença, desafia as leis e regras de Eisemayer ( Gerhard Liebmann), que é casado e tem um filhinho pequeno.

O General parece gostar mais do quartel do que de sua casa, esposa e cama, pois vários dias avisa que não dormirá em casa, o que deixa sua mulher decepcionada e intrigada com tantas ausências maritais.

É que toda essa dureza é uma carapaça que o General usa para a sua insegurança: Ele é homossexual, gosta é de deitar-se com homens mesmo.

Falak, logo de início, já se revela homossexual para os colegas, apesar de ser o melhor nos treinos e deveres militares. Na hora do banho, o seu desejo fala mais forte e ele não está nem um pouco preocupado com isso.

Os dias correm no quartel, está chegando a formatura dos garotos, mas Eisemayer não aguenta e põe em cheque sua soberania e valentia em um choque rei com Falak.

O filme é baseado em fatos reais, e fica claro desde o início que um comportamento daqueles só poderia ter algo mal explicado e resolvido por baixo.

 

terça-feira, 4 de julho de 2023

" Meu Vizinho Adolf " OU Teoria da Conspiração?



 Assisti ao filme " Meu Vizinho Adolf " de Leon Prudovsky, com locações no Brasil e na Colômbia.

O filme traz a história de um homem já de idade, que vive sozinho, e cultiva com amor suas rosas negras.

Ele mora em uma zona rural de uma cidadezinha, e quase nunca vai para o centro da cidade.

De repente, uma mulher vem fazer perguntas para ele sobre a casa abandonada ao lado e ele vira uma fera.

Poucos dias depois ele já tem um novo vizinho, com idade semelhante e que também viria para morar sozinho com o seu cão wolf.

Os dois não se deram bem. O cão de Adolf ( Udo Kier), entrava na propriedade de Polsky ( David Hayman) e danificava suas rosas.

Depois, o problema de que a propriedade de Polsky invadia um pedaço da de Adolf. Eles foram até a cidade em um local do Estado para resolver essa pendenga.

As rosas agora ficaram do lado da casa de Adolf. E vida que segue, com discussões e rabugentices  diariamente dos dois senhores.

O pior é que Polsky vê semelhanças nesse seu vizinho, nos olhos, no tipo físico, nas pinturas que ele faz com esmeril .

Será ele ? Mas não se matou em 1945?

São essas teorias que passam na cabeça de Polsky e em alguns que acreditaram que Hitler tinha fugido para a América do Sul.

Uma boa comédia para minimizar um assunto já batido de tanta matança e maldade.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

"Monica" OU Redenção



 

Assisti ao filme " Monica " de Andrea Pallaoro, que traz uma mulher linda trans, que vive sua vida com os percalços já sabidos, e que de repente tem que retornar à sua cidade natal, para ver a mãe que está nas últimas.

Sim, a mesma mãe que a expulsou de casa, que disse que não era mais sua mãe, agora será cuidada por ela.

Quem trama tudo isso é a cunhada Laura ( Emily Browning), casada com o irmão de Monica, Paul ( Joshua Close), e com dois filhos pequenos.

Ela leva Monica( Trace Lysette) para a casa e diz que vai ajudar a cuidar da mãe Eugenia ( Patrica Clarkson), que já tem uma cuidadora.

A mãe nem perceber quem é essa linda mulher, e também nem queria que a ajudasse.

Monica tem alguns diálogos com o irmão, dá uma saidinha à noite, leva um fora do cara que anda saindo que não comparece ao bar combinado, mas transa com um caminhoneiro por desforra.

Monica é triste, e com essa situação da mãe se vê presa novamente agora no tempo e espaço.

Ela não consegue falar para a mãe quem realmente é, mas a gente sente que a mãe sabe.

O tema é recorrente, mas o fato em si achei diferente e assim um bom mote para uma reflexão no final.

Ah, a trilha sonora é ótima ! " Bizarre Love Triangle" ( New Order); " Electricity " - Orchestral Manoeuvres In the Dark; " Dragostea Din Tei " - O- Zone ; " River Deep Mountain High " - The Easybeats; " Mamy Blues " - Demis Roussos.

" Rimini" OU Quando Tudo Se Torna Decadente


 

Assisti ao filme " Rimini" de Ulrich Seidl, que me lembra de um amigo que morou na cidade italiana em uma época de sua vida.

Mas a Rimini retratada no filme é decadente, toda cheia de neve, vazia, e com um ex astro pop Austríaco, que ainda tenta ganhar uns euros fazendo shows em hotéis com senhoras de sua idade que ainda querem ter a oportunidade de vê-lo de perto, e mais, até tocá-lo de perto.

Richie Bravo ( Michael Thomas) é o cantor exuberante, forte, alto, gordo, e com a voz ainda em dia, cantando músicas românticas à la Roberto Carlos.

Richie vive sozinho e cai na bebida, no sexo com sua amante e com outras mulheres que pagam para fazer sexo com ele.

A vida segue até que aparece uma mulher e se diz filha dele, exigindo reparação pelo abandono parental.

Tessa ( Tessa Gottlicher), está com um refugiado sírio e seus amigos e em um trailer vive uma vida miserável. Ela exige dinheiro do pai, que terá que se virar nos 30 para conseguir algo.

No início do filme, Richie encontra-se com um irmão na Áustria no velório de sua mãe.

Richie tem um pai, que está em uma casa de repouso com alzheimer ( Hans Michael Rehberg), que faz sua última aparição no cinema, pois faleceu em 2017.     

 

A ótima atuação de Michael Thomas e a vida em decadência nos traz algo para pensar e refletir após o filme.

Valeu !