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terça-feira, 11 de abril de 2023

" Jaime " OU Lidando com a Esquizofrenia



 Assisti no MUBI o filme "Jaime", de Francisco Javier Rodriguez, um documentário curta, que nos traz um chileno contando a sua história no processo da esquizofrenia.

A entrevista se dá em uma clínica psiquiátrica, no quarto de Jaime, que muito solícito e em condições satisfatórias para essa conversa, nos fala de sua vida, infãncia e adolescência, de suas culpas, da mãe, de Deus e outras coisas que tem em mente no momento.

Jaime tem receio de falar sobre certos assuntos, e parece que isso é o que a sua " caixa preta " tem, e que aliás todos temos também.

O curta é bom para entendermos um pouco mais sobre a doença e fazermos um paralelo sobre o seu limite com a normalidade.

No MUBI.


segunda-feira, 10 de abril de 2023

" De Perto Ninguém É Normal " OU Teatro da Melhor Qualidade no SESI



 

Nesse final de semana de páscoa, assisti ao espetáculo " De Perto Ninguém É Normal " com direção de  Gustavo Paso.

“De perto ninguém é normal” é mais um espetáculo da CiaTeatro Epigenia e traz no elenco a fundadora  a atriz Luciana Fávero (como Elaine), além de convidados especiais como Milhem Cortaz (Jack Bishop), Clara Carvalho (Abby Bishop), Marcelo Varzea (Mortimer Bishop/ crítico de teatro), Gláucio Gomes (Dr. Einstein), Regina Maria Remencius (Martha Bishop), Clóvis Gonçalves (Reverendo Jonas e Delegado Tavares), Vinicius Cattani (Teddy Bishop), Rodrigo Pavon (Policial O’Hara), Bruno Ribeiro (Policial McAllister) e Fausto Franco (Gibbs e Dr. Ludovico).

Você já fica sabendo tudo o que irá acontecer. Os atores já avisam que é uma peça!

A trupe tem sua última passagem de texto minutos antes da estreia, que fala de uma casa meio sinistra na Transilvânia, onde uma família mais esquisita ainda mora por ali.

Depois do diretor intervir e colocar o pessoal em cena no ensaio, a peça finalmente vai estrear. 

E o público está esperando, lotando o teatro do SESI, na FIESP.

A peça mostra as irmãs Abby e Martha Bishop na casa colecionando corpos no porão, onde fica o sobrinho Teddy, que acha ser o Dr. Frankenstein.

Todo cliente que chega perguntando se há quartos vagos na casa, elas dizem que sim e servem um vinho de sabugueiro sauvignon .

O cliente já cai no mesmo instante e elas o levam para o baú e depois para o sótão. São 12 dessa mesma forma.

Mortimer, o outro sobrinho, que é crítico de teatro, está esperando Elaine para um encontro e quem sabe um começo de um romance.

A confusão fica ainda maior quando o outro irmão dos Bishops, procurado na região, chega na casa para se esconder com o Dr Einstein e acima de tudo ainda levam um corpo com eles.

Sim, Jack está por ali e retorna para sua casa na Transilvânia. Ele apronta um fuzuê junto com o médico e em conluio tentam permanecer sem deixar evidências do seu passado.

Os guardas locais Policial O'Hara e Mc Allister estão sempre por ali na casa das irmãs Bishop, e O'Hara que é recém contratado da guarda, tem um sonho de escrever finalmente sua peça :   " De Perto Ninguém É Normal " .

O último cliente está por chegar na casa/pousada. É Gibbs, e ele gostaria de conhecer o quarto antes de reservá-lo, mas as irmãs insistem em lhe dar uma taça do famoso vinho.

Muita competência artística dos atores, boa dinâmica de palco, cenário legal e um bom texto deixam-nos atentos nas quase duas horas de peça.

Valeu muito a pena. Gostei bastante.

Recomendo ! 

quinta-feira, 6 de abril de 2023

"Aphotic Zone " OU O Mundo Escuro do Mar



 Por indicação de um cinéfilo, assisti ao curta documental que está disponível na MUBI, "Aphotic Zone " de Emilija Skarnulute.

O curta tem 16 minutos e mostra uma região no Golfo do México, próxima à Costa Rica visualizando várias águas vivas luminosas e outros peixes e corais em uma área que existe um " radar " soviético  como ruína e fazendo parte do mobiliário aquático da área.

Para relaxar e entender um pouco mais os meandres do fundo do mar, até suas áreas afóticas, que só de ver o nome deve dar um medo danado de estar por lá.

Uma plástica desses seres e um relato para se guardar nas fitas do cinema contemporâneo.

Valeu. 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

" Rye Lane " OU Um Casal Descolado Mesmo



 Por indicação de um crítico de filmes, assisti ao filme  " Rye Lane " que está no Star + e é dirigido por Raine Allen-Miller.

O filme se passa em Peckham e Brixton, no sul de Londres e tem como partida o choro de Dom (David Jonsson) em um banheiro  de uma galeria de exposição por causa do término de seu namoro de 6 anos.

Era exposição de um colega de quarto dele, onde bocas e dentes era fotografado e mostrado ao público, jovem, na sua maioria.

Uma jovem que estava no banheiro e ouviu o choro prolongado de Dom, viu a cor de seu tênis e o reconheceu caminhando na mesma exposição, interpolando -o se estava bem.

Ela é Yas ( Vivian Oparah), descolada, desbocada e visualmente vibrante. Os dois começaram a andar juntos, a conversarem aleatoriamente, até que no final saíram juntos e foram até muito longe onde um contava um pouco da vida para o outro. 

O assunto principal: Desilusões amorosas.

Dom tinha um encontro. Era em  um restaurante onde costumava ir com sua ex namorada e ela estaria justamente com um seu amigo, que o traiu, esperando ele para comer e conversar.

Que situação desagradável, mas foi assim que aconteceu. Dom chega, os dois o recebem, e o assunto vai ficando tenso, quando de repente, o jogo vira.

Dom e Yas seguem juntos, e dessa vez e ele quem segue Yas em seus problemas do passado, mas diferente do que aconteceu quando ele foi a um encontro, e tudo foi uma grande piada e descontração, ele não gostou do que ouviu e viu.

Pintou um clima ruim entre os dois que nem amigos são.



Tempo ...

A vida segue, mas sem graça. Parece que o cara do sentimento lá pegou mesmo os dois, que não são mais os mesmos um sem o outro.

Hora do reencontro.

Gran finale.

Filme muito bem conduzido, com time certo, músicas certas, ambientação e acima de tudo, fora dos clichês que estamos acostumados em ver em filmes de romance.

Na Star +

  

terça-feira, 4 de abril de 2023

" Robert Downey Sr" OU Sensacional !!!

 

Se eu soubesse que esse documentário era tão bom, teria assistido bem antes, pois está disponível na Netflix já faz um tempo.

" Robert Downey Sr" com a direção de Chris Smith  faz uma homenagem de filho para pai, ou melhor de Robert Downey Jr para seu pai, Robert Downey Sr, falecido em 2021. 



O filme é uma delícia, e vou aprendendo um pouco mais sobre cinema a cada minuto dele, pois " Sr", é muito detalhista e prático em sua forma de dirigir e editar imagens e situações para um filme.

Ele que  atuou em mais de 20 trabalhos e dirigiu 18 produções, entre longas, curtas e episódios de série de TV, deixando um legado para a família e para o cinema.

O filme é sobre ele, mas ele mesmo coloca elementos externos que acrescentam e dão vida à sua própria história.

Estamos em sua casa, com sua esposa, filho e netos, e até sua irmã. Depoimentos de colegas atores, diretores e imagens de vários filmes que ele foi o diretor que dá vontade de assisti-los rapidamente.

Achei ele muito espirituoso, engraçado e que colocava atores bem esquisitões e bizarros.

Sr fala de diversos temas bem rápido e assertivamente, como em relação à drogas, que usou e desaconselha a qualquer um.

O final tem um tom de despedida. Sr já fica mais recluso ao seu quarto, na cama, com pequena mobilidade. Jr leva seu filho para passar um tempo extra com o avô para lembrar de suas memórias.

Mais uma vez a produção em colocar cenas de filmes de Sr é fenomenal e a cena final, eu adorei.

Para mim, foi o melhor documentário de 2022.

Gostei muito mesmo. Parabéns pelo bom gosto e pela produção e direção do mesmo.

Uma aula de como se fazer um documentário.

Na Netflix. Imperdível.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

" A Indústria da Cura " OU Episódio Ayahuasca





 Por causa de um evento e alguns fatos relacionados ao tema da ingestão de ayahuasca, fui pesquisar mais e querer entender sobre essa planta e seus efeitos.

Encontrei esse episódio na Netflix de uns 54 minutos no título de " A Indústria da Cura " - Episódio Ayahuasca.

Muito bem produzido, o documentário nos leva a Iquitos, na Amazônia Peruana, onde vários turistas vão em busca do milagre da Ayahuasca em tribos indígenas.

Lá, os xamãs, que têm experiências com a droga, fazem uma celebração e os turistas experimentam a droga, assim como compram e a levam para casa.

Nos EUA, existem os centros onde através de cerimônias religiosas, o chá pode ser usado.

Várias pessoas que já não têm mais nada a perder na vida procuram esse lugar, que conta com um colchão individual, um balde para os " expurgos " dos praticantes, um psicólogo, um paramédico e o dono do local.

o local já foi sede de uma morte de uma pessoa com crise convulsiva que chegou ao hospital sem vida e também de uma outra participante que também convulsionou, mas conseguiu sair do efeito, mas contraiu dívidas gigantes com diárias do hospital.

Vemos vários depoimentos para quem foi bom e para aqueles que a droga não deu certo.

Um neurocientista brasileiro comenta as três alterações cerebrais que a ayahuasca causa incluindo alterações visuais e de memória.


O chá tem a combinação de duas plantas, e para algumas pessoas foi o que as tirou do fim da linha. Para algumas outras pessoas, foi o fim da linha. 

O que conclui com o pouco que assisti é que deve -se ter um cuidado muito grande com o seu uso, e ter um suporte médico e hospitalar, o que claro não condiz com quem está na floresta, ou em qualquer cerimônia religiosa.

No mais, existe a indústria, onde uns estão lucrando com o sofrimento dos outros, de pessoas vulneráveis que aceitam e topam tudo para se libertarem de um problema pré existente.  

Outra coisa que me marcou no documentário foi a inversão do uso real da droga.

Os indígenas a usam e com a sua elevação, cantam músicas e essas servem de terapia a quem precisa, agora, quem usa a droga é a própria pessoa e não o indígena que a conhece e convive com seus efeitos.

Muito bom. Na Netflix.

" Hypochondriac " OU Traumas de Infância



 

Assisti ao filme "Hypochondriac", de Addison Heimann, muito por indicações de críticos de cinema.

O filme conta com Will ( Zach Villa), que desde a sua adolescência é perturbado por sua mãe que tem problemas psicóticos, inclusive tentando matá-lo, situação que a levou a ser internada em um hospício.

O menino cresce e torna-se um oleiro, onde mexer com a argila era uma terapia. Will também mantém se em um relacionamento com Luke ( Devon Graye), mas que com o tempo fica prejudicado com pensamentos e aparições que Will vem tendo do seu passado.

Mas uma coisa parece voltar para a vida de Will : Sua mãe, que começa a encher sua caixa postal de recadinhos indecentes e a enviar caixas misteriosas para a casa dele.

Will vai ao médico, mas nada parece tão importante que desperte a investigação de alguma doença séria, e tudo parece ser mesmo algo que vem de dentro de sua cabeça.

A figura de um lobo é constante na vida de Will e o relacionamento com Luke vai de mal a pior.

Gostei muito do pôster do filme. 

" Please Baby Please " OU Acostumando com Andrea Riseborough




Assisti ao filme " Please Baby Please " de Amanda Kramer que está disponível no MUBI muito por causa da atriz fantástica que descobri em " To Leslie", Andrea Riseborough.


Claro que também gostei do formato do pôster e do release do filme e fui conferir logo em sua estreia no canal.

Em uma noite qualquer, Suze (Andrea Riseborough) e Arthur (Harry Melling) caminhavam pelas ruas de seu bairro Lower East Side , quandoeles encontram uma gangue de malvados com sangue nos olhos, vestidos de couro conhecidos como The Young Gents, e que acabara de assassinar uma pessoa.  



Eles vão para casa totalmente mudados com relação ao fato e isso mexe muito com a cabeça do casal, que parece me um pouco de faixada, pois Suze tem seu jeito meio rude e Arthur desperta um desejo estranho para o cavalheiro Teddy ( karl Glusman).


O filme mais parece uma cena de teatro, com número musical contando inclusive com participações especiais de Demi Moore e Cole Escola.


 Tirando o fato de termos uma boa atriz e um visual interessante, cores escuras e vibrantes, não temos um roteiro de encher a mão, mas isso fica para depois.

" Armageddon Time " OU A Estrada Tortuosa da Vida


 Outro filme que queria assistir e conclui esse desejo no final de semana: " Armageddon Time " de James Gray, que também resolveu colocar algo de autobiográfico em seus filmes.

Uma família judaica, com o patriarca e avô ( Anthony Hopkins) é o dono da sabedoria, da paciência, dos bons conselhos, e da reconciliação.

Esther ( Anne Hathaway), filha dele, é casada com Irving ( Jeromy Strong) e tem dois filhos. Paul ( Banks Repeta) é o caçula e o protagonista do filme.

Ele estuda em uma escola pública, tem amigo negro, o Jeremy ( Jaylin Webb) e vez ou outra tem problemas na escola por comportamento, ausência, mal rendimento e evasão das aulas. 

Paul quer ser artista, ele adora desenhar e suas obras são verdadeiramente boas. Mas os pais querem que ele tenha uma profissão, e artista não é uma profissão.

Depois de um fato desagradável na escola com Jeremy, os pais e o avô dão um jeito e pagam a mesma escola judaica do irmão para Paul.

Ele não gosta, mas o avô o convence a ir. Estamos nos anos 80. Jimi Carter é o atual presidente mas Ronald Reagan se aproxima da presidência.

Já vemos a família Trump se associar e a se apresentar no cenário americano. A tradição judaica é forte, mas ainda cheia de preconceitos, assim como a negritude das pessoas.

Nada mudou...


O filme mostra uma linda amizade de um menino branco e um menino negro, a dureza de uma família judia na educação de seus filhos, os problemas de relacionamento em uma escola, as escolhas dos filhos em suas carreiras e a interferência dos pais, os sonhos, a magia, o poder dos mais velhos e mais.

Gostei ! 

"Era Uma Vez Um Gênio" OU Mitologia e Amor Saindo da Garrafa




 Bom, esse foi o primeiro filme do final de semana, que já queria assisti-lo há tempo. "Era Uma Vez Um Gênio" de George Miller.

Visualmente interessante, o filme começa com a acadêmica Alithea ( Tilda Swinton), que vai à Istambul para uma convenção.

Em suas passagens por lugares , lojas e bazares, ela compra um objeto que gostou: Uma garrafa bem interessante, psicodélica, que leva para o hotel.

Lá, depois de uns trancos e barrancos, a garrafa quebra e a abertura sai, saindo também um enorme homem de dentro dela, que se diz o gênio, e que estava por ali por mais ou menos uns 200 anos.

Ele diz à Alithea que ela tem direito a três desejos e que isso o tornaria livre de ter que retornar novamente ao interior daquele objeto.

O filme passa uma grande parte com as histórias de gênio ( Idris Elba), narrando os desejos que já realizou e para quem ele apareceu, como a Rainha de Sabá, uma outra rainha em outro reino distante, e tudo isso com muito detalhe e amor, sim o gênio nutria um amor às suas amas.

E parece que a história agora com Alithea vai se repetir, mas será ela quem declarará o seu amor por ele.

O filme tem essa pegada de você querer pegar um livro de história ou mitologia e visualizar esses fatos narrados pelo gênio.

No mais, ficamos entre os dois personagens. Uma boa experiência no contexto de tudo isso.    

Na Prime Vídeo !