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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

" A Sabiá, Sabiazinha " OU Indicado ao Prêmio de Melhor Curta metragem em Animação do Oscar 2022



Assisti ao curta de animação " A Sabiá, Sabiazinha " ,que está na Netflix, dos diretores Dan Ojari e Michael Please, que é um dos indicados do Oscar 2022 nessa categoria.

O filme é uma graça ! Depois de um ovo cair de galho em galho e rolar por outros caminhos e acabar caindo perto da casa de uma família de ratos.

Nasceu a sabiazinha ! E foi muito bem acolhida pelo Rato pai e seus filhotes.

Ela ia pra lá e pra cá com eles, toda desajeitada e sem discrição, que é uma característica dos ratos.

O curta mostra a ação dos ratos em casas a busca de alimentos e a aventura que é para conseguir algo.

Tem que ter cuidado com o gato heim !

Muito bem feito o curta de animação que a família toda irá gostar.

Na Netflix !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

" Audible " Ou Indicado ao Oscar de Melhor Curta Metragem- Documentário


Assisti ao curta metragem - documentário da Netflix " Audible" dirigido por Matt Ogens, que é um dos Indicados ao Oscar de Melhor Curta Metragem- Documentário nesse ano de 2022.

O curta conta a história de Amaree McKenstry, que após uma meningite, como sequela fica surdo bilateralmente, e acaba entrando em um time de futebol americano de surdos em Maryland, disputando vários campeonatos e tendo sempre muito sucesso.

Amaree e seus amigos sentem uma perda muito grande, quando um de seus amigos, Teddy, acabou por se enforcar, por causa de bullying, o que causou uma grande comoção em sua escola.

Amaree também não teve a sorte de contar com a presença do pai, que não soube conviver com a doença do filho e abandonou a família.

O futebol foi uma maneira de canalizar o preconceito sofrido por esses jovens pela sociedade por sua deficiência.

Na Netflix !

" Onde Eu Moro " OU O Drama dos Sem Tetos de Los Angeles, San Francisco e Detroit



 Assisti ao documentário em curta metragem que está na Netflix, e que foi indicado ao Prêmio nesse ano de 2022.

Falo de " Onde Eu Moro " ou " Lead Me Home", com a direção de Pedro Kos e Jon Shenk que mostra a dureza da vida desses habitantes que crescem a cada dia nos EUA e o governo não sabe mais o que fazer para dar moradia a eles e tirá-los das ruas, onde montam suas barracas deixando uma péssima impressão para quem passa e vê essa desigualdade no país mais rico do mundo.

Claro que é um problema que vemos no mundo inteiro, principalmente em megalópoles, mas nos EUA parece ser mais acentuado.

A diferença é que vejo programas mais eficazes em dar um suporte para essas pessoas, como chuveiros volantes, comida, e outros benefícios ocasionais, que mesmo assim, não tiram a tristeza de quem não tem um teto.

O documentário entrevista algumas dessas pessoas, e é muito triste a história de todas elas. É impensável que viemos para essa vida para acabarmos assim, ou em alguns casos, na pós adolescência, ou início da vida adulta já terem que morar nas ruas.

O que fazer ?

Pensei na cracolândia e também em todas as ruas de São Paulo, onde poderia ser também realizado esse filme.

Triste realidade. Vale a pena dar uma conferida. 

" Onda Boa Com Ivete " OU " Tudo Vai Dar Certo " Ivete Feat Agnes Nunes


 Mais um episódio da série "Onda Boa Com Ivete ", agora a convidada naquela enorme e maravilhosa fazenda foi Agnes Nunes, uma paraibana, de 19 anos, que acende sua luz na música brasileira bem precocemente com sua tenra voz.

Agnes chega timidamente à fazenda, está super ansiosa com esse encontro e quase não acreditando no projeto.

Ao chegar, se encontra com a rainha, vê os detalhes da música que as duas cantarão no plot final, conhece um pouco da fazenda, andam de bicicleta, come cuscuz, e sobem uma pedra que se vê bem longe, se pensa na vida, respira aquele ar puro e faz nos esquecer desses tempos sombrios em que estamos vivendo.

Lembrando que Ivete fez todo esse projeto no período crucial da pandemia, refugiando-se em uma fazenda com a família e os músicos, e recebendo alguns artistas para fazerem um duo e lançarem uma nova música.

Agnes Nunes conta um pouquinho de sua vida, de racismo sofrido nas ruas e na escola por causa de seu cabelo black power, do poder da mãe em lhe dar toda a assistência para que ela tivesse um crescimento e uma boa resistência como mulher, a irmãzinha, a avó que sempre cuidou de Agnes e as músicas que começou a compor com 13 anos.

" Tudo Vai dar Certo" é a música escolhida e gravada por Ivete e Agnes que pudemos ver em primeira mão.

Valeu ! 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

" Wasp" OU Dificuldades de Uma Mãe Solteira




 Aproveitando o sucesso de seu novo documentário " Cow", que foi indicado ao Prêmio Bafta de 2022 como melhor documentário, assisti ao filme de Andrea Arnold, " Wasp", de 2003, que ganhou o Oscar de Melhor Curta em Live Action em 2004.

O curta metragem é muito bom, tem uma trilha sonora ótima, e apesar das dificuldades, da falta de comida, a mãe solteira de quatro filhos sabe levar bem toda essa pobreza com muito humor e raça.

Zoe ( Natalie Press) é mãe e nem sapatos tem para andar. Já vai bater um carão em uma vizinha que brigou com a filha pequena dela.

No retorno, ela reencontra um antigo paquera dos tempos de escola Dave ( Danny Dyer), que foi para o exército e nunca mais voltara a cidade.

Os dois marcaram um encontro, já que ele era o seu crush e vice e versa, só que na época Zoe tinha namorado e isso foi deixado para trás.

Agora, como sair para um encontro e deixar 4 crianças, inclusive uma de colo no caminho ? O jeito é levá-las e deixá-las na porta do bar, não é ?

No MUBI.

" Yellow Cat " OU Um Filme Cazaque


 

Vamos conhecer um filme do Cazaquistão ? Sim, ele está no MUBI e foi pré- indicado à lista dos 100 melhores filmes estrangeiros ao Oscar 2022.

O filme tem a direção de Adilkhan Yerzhanov, e mostra as montanhas do Cazaquistão, lugares inóspitos, em tons claros.

Kermek ( Azamat Nigmanov) é um ex presidiário que já tenta um emprego de qualquer coisa ao sair da cadeia.

Os próprios seguranças e policiais do sistema pedem que não deem emprego a ele.

Kermek então luta conta todos para seguir sua vida, e no meio desse caminho de ressocialização encontra Eva ( Kamila Nugmanova), uma prostituta, que tem o seu ponto de trabalho e sua cafetina, mas, com o carro roubado e o dinheiro que também roubou, aceita fugir com Kermek, que tem o objetivo e sonho de construir o seu próprio cinema.

Kermek alegra a todo momento com cenas de filmes clássicos e principalmente imitando Alain Delon.

Será que Kermek, o Alain Delon do Cazaquistão conseguirá realizar o seu sonho?

No MUBI.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

" Lunana: A Yak In The Classroom" OU O Respeito e a Valorização do Professor no BUTÃO.



 Assisti ao filme representante do Butão ao Oscar 2022 de Melhor Filme Estrangeiro. Gostei demais!

Que bom assistir a filmes assim. Amor, paisagens maravilhosas, paz, amizade, bom coração, respeito, valorização de profissionais que visam o futuro da comunidade, simplicidade, amor, tradições e tudo o que a gente sonharia para ser inteiramente feliz.

Claro que tem alguns contras, afinal estamos em um dos lugares mais remotos do mundo, onde de uma última cidade que se vai de automóvel, tem ainda 6 dias de caminhada para o alto, atingindo altitudes maiores do que 5000 m.

Não temos quase nada, nem papel higiênico, a eletricidade é rara, tudo é muito escasso e a subsistência é tirada principalmente da terra.

" Lunana: A Yak In The Classroom", ou A Felicidade das Pequenas Coisas é uma lição de vida, de amor, e tudo o que precisamos nesse momento tão distante e solitário em que vivemos por causa da pandemia.

A direção do filme fica por conta de Pawo Choyning Dorji, que foi extremamente feliz em tudo o que nos apresentou.

A história: Um jovem professor da cidade, que cumpre ainda o seu período de serviços ao governo, é professor e dá aulas.

Ugyen Dorji ( Sherab Dorji) , 20 anos, vive um momento de incertezas com relação a ser professor, já que aspira em ser um cantor famoso e ir embora para a Austrália.

Tem uma última missão: Ir para Lunana, uma vila remotíssima, trabalhar na primavera e ensinar as crianças de lá durante essa temporada.

Ele chega e refuga, acha que não irá dar conta, mas, as crianças, a educação, o respeito e o carinho das pessoas da aldeia fazem com que rapidamente ele mude de ideia e siga o seu caminho naquele lugar.

Lindo lindo lindo ...

Uma pintura que te faz refletir sobre o que queremos realmente para sermos felizes.

Recomendo !  

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

" The Card Counter " OU Vale O Aprendizado ?


 Assisti ao filme " The Card Counter ", do diretor Paul Scharader pelo fato de aparecer em algumas premiações de festivais como Melhor Diretor e Melhor Ator para Oscar Isaac.

O filme em si é simples : William Tell (Oscar Isaac) é um ex policial que em seu trabalho fazia tortura contra os prisioneiros a mando de Major John Gordo ( Willem Dafoe), e acabou sendo condenado por isso e Gordo não, pois quem aparecia nas fotos era ele e outros policiais e não Gordo.

Tell passou oito anos e meio na prisão e se especializou em contar cartas no blackjack e a jogar poker.

Quando saiu, ia de cassino em cassino nas cidades americanas e saia sempre com uma quantia razoável de dinheiro, com muita discrição, sem querer tirar tudo da banca, senão poderiam impedi-lo de jogar, já que contava cartas.

Em uma dessas estadas, Tell conhece o garoto Cirk com C ( Tye Sheridan), que se identifica como filho de um amigo policial que trabalhou com ele no passado.

Cirk na verdade está atrás de Gordo, que segundo ele, fez com que o pai torturasse também os prisioneiros, acabasse na prisão e depois se suicidasse.

Tell convida Cirk a segui-lo nessa viagem de cassino em cassino, de cidade em cidade, e acaba conhecendo La Linda ( Tiffany Haddish), que é uma espécie de olheira de jogadores, que trabalha como investidora, pegando sua parte no negócio ganhando ou perdendo, claro que se houver perda, o jogador fica com pendências e dívidas e tudo o que ele ganha vai para a investidora, a financiadora.

O filme é basicamente focado nos jogos, nas cartas, nos hotéis, na neura que Tell tem em ser descoberto por câmeras ou outras armações em pequenos motéis que se instala, fato esse que chama a atenção no filme dando um quê de intrigante.

O estilo de Tell sempre impecável com seu terno cinza, com pouca movimentação de face e gestos, discrição ao máximo em todos os seus passos, poucas palavras.

Na parte final, um pouco de ação. Um pouco mais de jogo, de aprendizado do tempo em que ficou na cadeia e também de suas marcas do passado.

Achei interessante essa parte do presidiário poder aprender algo com maestria, como no caso de jogar e contar cartas, o que poderia ser uma profissão, um curso universitário, uma atividade laboral corporal , enfim, mas acho que isso só se dá em sistemas prisionais mais bem estruturados e não no Brasil, onde existe uma superpopulação carcerária.

Assim, fiquei pensando nessas hipóteses de se ganhar alguma coisa com os anos em que você fica na cadeia, saindo de lá com mais estrutura para vencer, como foi o caso de Tell.

Valeu !

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

" O Bom Patrão " OU Sátira Corporativa


 

Assisti ao filme espanhol " O Bom Patrão", dirigido por Fernando León de Aranoa e protagonizado pelo sempre excelente Javier Bardem.

O filme conta a história de uma fábrica de balanças espanhola e o dia a dia dos funcionários e o patrão Blanco ( Javier Bardem).

Blanco se intromete na vida pessoal de todo funcionário que dá algum problema na fábrica. Marca uma reunião em um restaurante, vai conversar com a esposa, tira o filho da cadeia, coloca filha de primo na empresa, e por aí vai ...

Blanco é carismático, mas, claro tem seus problemas: Quando manda embora um funcionário e esse não aceita, monta um acampamento com seus dois filhos pequenos na estrada em frente a entrada da empresa para fazer campanha contra, e principalmente às vésperas de uma visita controladora e de averiguação superior para qualificação ou não da empresa de balanças.

Blanco fica louco com isso. Sua relação com sua mulher é boa, ela tem uma loja e não dá trabalho para ele.

Blanco pelo jeito dá seus pulinhos fora do casamento também. Adora um rabo de saia, principalmente das mais novinhas.

O filme nos mostra como são variáveis as relações do capitalismo e com muita acidez o diretor mostra claramente o que todos nós empregados passamos em nossos trabalhos.

É isso aí mesmo. Quem manda é o patrão !

O filme foi o escolhido pela Espanha para tentar uma vaga como Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2022.

Valeu ! 

" O Vestido " OU Lidando com a Deficiência Física



 

Sensacional o curta metragem polonês " O Vestido ", dirigido por Tadeusz Lysiak, que fala sobre o preconceito para com a pessoa com deficiência.

O filme tem como personagem principal Julka ( Anna Dzieduszycka), que é camareira em um motel já faz um seis anos e que tem como companheira de turno Renata ( Dorota Pomykala).

Julka quase não conversa, faz o seu trabalho e vive infeliz, dentro de seu casulo, com tesão, morrendo de vontade de se relacionar com um homem e ter sua primeira relação sexual.

Certo dia no motel, encontra o caminhoneiro Bogdan (Szymon Piotr Warszawski), que não tirava o olho dela, e chegaram a trocar umas palavrinhas marcando um encontro para uma próxima semana, depois que o caminhoneiro voltasse de Kiev.

Julka conseguiu um vestido emprestado da filha de Renata e foi toda bonita para o encontro, e Bogdan chegou atrasado.

Não foi como ela imaginou .Vejam o que aconteceu ...

Interessante que no mesmo dia a reportagem do dia no Fantástico foi sobre os xingamentos realizados à pessoas com deficiência em redes sociais.

Coisa mais feia do mundo o que acontece com essas pessoas também. Elas têm que lidar com o ódio tirado não sei de que lugar que tentam de todas as maneiras fazerem com que elas fiquem cada vez menos visíveis.

Que vergonha da nossa humanidade...