E assisti na Netflix, o filme " Minha Querida Senhorita" , dirigido por Fernando Gonzalez Molina, livremente inspirado no original e clássico de mesmo nome de Jaime de Armiñán que concorreu ao Oscar em 1972.
O filme traz Adela ( Elisabeth Martinez ), que nasceu com intersexo e seus pais logo resolveram intervir com cirurgia para que sua filha ficasse longe de qualquer problema.
Acontece que Adela é uma mulher alta, tem alguns traços fortes, não menstrua, não pode ter filhos, e toma estrogênios continuamente.
Ela se sente estranha, e todos a tratam como uma estranha: A cavalona.
Ela dá aula de cataquese para crianças na paróquia de Pamplona, na Espanha e vive reclusa entre casa, igreja e casa.
Seu amigo é o padre José maria ( Paco León), com quem divide seus segredos e suas angústias.
Com uma pequena batida de carro quando estava com sua avó Adelina ( Maria Galiana), essa teve que fazer fisioterapia, e a profissional que foi em sua casa para ajudar a senhorinha foi a Isabel ( Anna Castillo), com quem aos poucos Adela fez alguns vínculos e as duas tiveram um carinho uma pela outra de início.
Com o tempo, Adela não aguentava mais as dúvidas sobre o seu corpo e finalmente foi ao ginecologista que abriu o seu diagnóstico, tornando as coisas esclarecidas de vez.
Adela sai de casa, vai para Madrid, e torna-se Ade.
Sim, ela adota a figura masculina, agora usa testosterona, trabalha em um restaurante, faz bicos, mora com mais duas pessoas, e conhece Patrícia ( Delphina Bianco), que a convida para trabalhar com ela em seu estabelecimento.
As duas se dão bem, e Ade fica melhor assim.
A vida para essa pessoas não será fácil nunca, já que outras pessoas decidiram por trilharem o seu caminho, então, Ade terá seus altos e baixos quase que sempre.
Essa dualidade estará presente o tempo todo em sua vida.
É mais uma triste história que sabíamos que iríamos assistir. Não tinha como ser diferente.
Você conhece alguma ?





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